ZUMBI DOS PALMARES: SUPERANDO O “VÍRUS DA ESCRAVIDÃO” *

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O texto sobre o dia 20 de novembro de 2020, Dia da morte de Zumbi dos Palmares e Dia Nacional da Consciência Negra, que você ora tem em mãos, foi escrito dentro desse contexto de pandemia: Corona Vírus, Covid-19.

Como bem sabemos, este vírus já ceifou a vida de muitos dos nossos amigos/as. Tantos irmãos e irmãs já partiram, vitimados por esse vírus insidioso, letal.

Este tempo de pandemia, nos remete ao contexto social da vida de Zumbi dos Palmares, ou seja, no tempo em que viveu Zumbi, muitas e muitas foram as vítimas ceifadas, pelo “vírus da escravidão”.

Muitos e muitos foram os irmãos e irmãs que perderam a vida nos navios, tantas vezes amontoados e tratados tal e qual animal. Como se não bastasse, aqui chegando: maus-tratos, castigos cruéis e desumanos aos quais foram tantas vezes submetidas. Um “vírus social” que de tantas e tantas formas excluiu e literalmente ceifou a vida de tantos irmãos e irmãs.

Zumbi percebeu, desde cedo, que ele tinha uma missão árdua: libertar todos aqueles que haviam sido escravizados, todos aqueles que foram excluídos pelo sistema escravocrata.

Diante do vírus da exclusão social, Zumbi apresenta como alternativa uma vida em comunidade: um espaço no qual há “palavra de ordem”, a primeira palavra é a defesa da vida.

Hoje, no momento em que se pesquisa, se busca um antidoto, uma vacina para o vírus, lembramos que Zumbi dos Palmares apresentou a vacina para combater o vírus da escravidão, o vírus da exclusão, o vírus da desigualdade social.

Esta vacina, este antidoto se chamou Quilombo dos Palmares, espaço no qual se preservava de forma veemente: a união de todos, o respeito à dignidade de cada um.

 

PARA REFLEXÃO PESSOAL OU EM GRUPO

  1. Quais são os “vírus sociais” que dificultam o exercício da dignidade humana?
  2. Quando olho para mim tenho atitudes que incluem ou excluem as pessoas? Quais são essas estas atitudes?

*Pe. Francisco Barbosa, Presbítero da diocese de Oeiras, Pároco da Paroquia Santo Inácio de Loyola, Militante do Movimento Negro, Novembro/2020, Fone/Zap: (89) 99413-1800.

 

Por: Pe. Francisco Barbosa

Foto: Google

 

 

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