VOLTEMOS AO PRIMEIRO AMOR! SIM, VOLTEMOS?

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Afinal de contas, o que é, mesmo, que está acontecendo conosco? O que é que está acontecendo com o mundo?

De um modo geral, os analistas, situam este tempo como o tempo da exacerbação da crise, num panorama global: crise ética, política, econômica, moral. Portanto, o remédio está na superação da crise. Os pessimistas dizem, com todas as letras que, caminhamos para fim, para o abismo, para a destruição total… Os alienados, absorvidos por tudo, vivem maravilhados, numa permanente ‘lua de mel’ com o mundo e suas produções consumistas. Os desesperados se afundam na morte: se vendem por um pão! Os charlatães transformam tudo em ouro e lucram com o medo!

Mas, afinal, o que está acontecendo com o nosso tempo?

No livro do Apocalipse, escrito por volta do ano 100, depois de Cristo, num contexto de perseguição aos cristãos, encontramos, numa das cartas escritas para as comunidades (Éfeso), algumas afirmações: “Conheço a conduta de você, seu esforço e sua perseverança. Sofreu por causa do meu nome, e não desanimou. Mas há uma coisa que eu reprovo: você abandonou seu primeiro amor. Preste atenção: repare onde você caiu, converta-se e retome o caminho de antes…” (Ap 2,2-4).

Abandonar o primeiro amor, segundo o escritor sagrado, é a causa fundamental das desordens e o único remédio é retornar ao caminho do amor primordial.

Então, o amor morreu? O amor não morreu, não morre e não morrerá! Como diz o Cântico dos Cânticos: “o amor é forte, é como a morte! Cruel como o abismo é a paixão. Suas chamas são chamas de fogo, uma faísca de Javé! As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor… seria tratado com desprezo” (Ct 8,6-7). Ou como diz São Paulo na carta aos Coríntios: “O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará” (1Cor 13,4-8).

A grande questão, longe da afirmação de crise, dos pessimistas, dos alienados, dos desesperados e dos charlatães é que o amor (o primeiro amor, o amor primordial) foi abandono e está sendo apagado. Por causa disso, um grande vazio tomou conta de tudo e de todos; encheu a terra. A perda do amor primordial abre espaço para muitas compensações, subterfúgios, simulações, dissimulações e imediatismos. Não o que está acontecendo conosco?

O papa Francisco, na mensagem para a quaresma, diz com São Mateus: “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12). E faz as seguintes reflexões:

“Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós? O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, ‘raiz de todos os males’ (1Tm 6,10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas ‘certezas’: o bebê nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expectativas. A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte. E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”

Voltar ao amor primordial, é o caminho; é longo este caminho mas, é o único necessário e eficaz. Voltemos ao primeiro amor; sim voltemos!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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