Viver bem é conviver!

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Viver bem passou a ser uma obsessão sem medida e repleta de exageros. Parece qualidade de vida mas, não é não; é pura loucura com as mais bizarras invenções.

Estamos nos distanciando das coisas simples e necessárias. Estamos nos distanciando. Estamos cercados de gente, mas, vivendo isolados. Um individualismo crônico está nos envolvendo com uma bolha e, por causa disso, nossas bolhas nos afastam uns dos outros. Por causa disso estamos perdendo um dos bens mais preciosos para a vida e para viver bem: o outro.

Não deveríamos nos esquecer nunca que, viver bem é conviver!

O sentido de conviver se encontra na própria palavra: con-viver ou viver-com. Quer dizer: eu no outro e o outro em mim, numa profunda relação de proximidade, de intercomunicação, de respeito e de diálogo da minha realidade total com a realidade total do outro.

Noutras palavras: ninguém é uma ilha! Nós precisamos uns dos outros. Mais ainda, necessitamos uns dos outros. Sem os outros, eu não sou ninguém, eu não sou nada. Sem os outros, a minha existência é uma solidão permanente e o meu amor, uma auto-projeção narcisista. Sem os outros, os meus passos são inseguros e meu caminho incerto. Sem os outros a minha satisfação é egoísta e minha realização é individualista. Sem os outros minhas conquistas só se dão pela competição e os meus instrumentos de luta só pela rivalidade. Sem os outros minhas ações não têm moral e minhas expectativas não têm ética. Sem os outros, os meus sonhos são simples divagações e minha realidade um devaneio.

Eu preciso do outro, não como minha extensão, mas como complementaridade; não como trampolim, mas como apoio; não como escada, mas como ajuda; não como instrumento, mas como chave; não como objeto, mas como sujeito; não como pronto-socorro, mas como remédio. O outro é imprescindível na vida de cada um de nós. Descobrir o outro é descobrir-se a si mesmo. Valorizar o outro e valorizar-se a si mesmo. Amar o outro é amar a si mesmo.

Vejamos o que diz a palavra de Deus:

“De fato, o corpo é um só, mas tem muitos membros; e, no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo. Assim acontece também com Cristo. Pois todos fomos batizados num só Espírito para sermos um só corpo, quer sejamos judeus ou gregos, quer escravos ou livres. E todos bebemos de um só Espírito.

O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé diz: ‘Eu não sou mão; logo, não pertenço ao corpo’, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido diz: ‘Eu não sou olho; logo, não pertenço ao corpo’, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se o corpo inteiro fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfato?

Deus é quem dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se o conjunto fosse um só membro, onde estaria o corpo? Há, portanto, muitos membros, mas um só corpo.

O olho não pode dizer à mão: ‘Não preciso de você’; e a cabeça não pode dizer aos pés: ‘Não preciso de vocês.’ (…)

Deus dispôs o corpo de modo a conceder maior honra ao que é menos nobre, a fim de que não haja divisão no corpo, mas os membros tenham igual cuidado uns para com os outros. Se um membro sofre, todos os membros participam do seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros participam de sua alegria.

Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele, cada um no seu lugar” (1Coríntios 12,12-27).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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