Uma cultura de Paz

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O Terrorismo praticado pelo Estado Islâmico é um flagrante atentado não só contra as pessoas, mas, contra a humanidade.
Quem acompanhou os noticiários, nos últimos dias, pôde perceber o quanto as nações estão frágeis, vulneráveis e, quem sabe, impotentes contra o terrorismo que, antes do poder de fogo, tem um grande poder de aliciamento e cooptação, através de uma ideologia religiosa fanatizante. Os atentados que aconteceram na França, por exemplo, mostra bem o que significa essa ideologia do terror e, que, o jornalista televisivo comentou com assombro: “Os atentados na França tem estratégia estrangeira e idioma francês”, referindo-se ao fato que, quase todos os suspeitos identificados são de nacionalidade francesa e alguns deles moravam na Bélgica. Alguns já estiveram na Síria, mas todos são nascidos na Europa. Isso significa que um terrorista não é iniciado, antes de tudo, pelas armas, mas, pela alienação ideológica com reforço religioso. Uma cultura do terror.
Ora, se é possível uma cultura do terror, é possível uma cultura da paz. Se alguém pode entregar o seu corpo, em sacrifício, no terror, pode, também, entregar sua vida a serviço da paz.
Mas, onde está mesmo o nó da questão?
Um dos nós da questão é que, o terrorismo do Estado Islâmico, não é o único flagrante atentado contra a humanidade. Talvez, um dos mais chocantes e impetuosos. Mas, não é o único. E nem precisamos ir muito longe. É só começarmos a olhar bem perto de nós: em nossas localidades, até alcançar todo o nosso pais. Que tal?
Não é menos insano e diabólico o terrorismo político em suas diversas formas de atentado a inteligência do eleitor e do povo brasileiro quando, homens e mulheres sem escrúpulos e, que, ocupam cargos públicos negociam, vendem, corrompem, envergonham e destroem o país e, ainda, gozam da proteção da lei. Não é menos ofensivo o terrorismo econômico que, atentando contra a dignidade humana, principalmente, dos pobres, espoliam seus bens e direitos, invadem suas economias com juros exorbitantes, enchem de impostos e tributos a sua mesa, empurram suas casas lama-abaixo, encabrestam com cestas básicas, benefícios e outros circos..
E por ai segue o terrorismo social, educacional, cultural, religioso…
Uma cultura de paz pede, antes de tudo, o fomento da justiça.
A cartilha da Novena de Natal, em família, 2015, do Nordeste IV traz uma reflexão muito bonita no sétimo encontro que vale a pena compartilhar:
“Educar para a cultura de paz. Desde o começo, a Bíblia aponta para uma cultura de paz. O capítulo 2 do Gênesis está repleto desse tema. O Paraíso é um modelo de vida.
Paz é conceito básico na Bíblia. A palavra hebraica shalom é uma saudação que comunica uma paz completa, resumo de todo o bem que Deus oferece quando faz aliança com o povo. O termo aparece na Escritura 239 vezes e abrange muitos significados: bem-estar, felicidade, saúde, segurança e relações sociais equilibradas; harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Não é só o contrário de violência e ódio, é a vida como ela deve ser.
A Igreja está inserida no mundo como sinal de salvação(LG) e como servidora da humanidade (GS). Ela reafirma a sua presença e ação no mundo, dando uma mensagem de fraternidade e paz a todos e todas, sem distinção e em todas as situações, para agirem a agirem contra a violência, como resposta ao ANO da Paz 2015.
Violência contra as crianças – De acordo com o Centro de Combate à Violência Infantil (Cecovi), são algumas das causas de agressão: a criança e o adolescente vistos como um objeto e propriedade; a projeção de cansaço e problemas pessoais nos filhos; o fanatismo religioso; problemas psicológicos e psiquiátricos; alcoolismo e a falta de limites do agressor que, se não for advertido, continuará agindo. Um dado alarmante: oitenta por cento das agressões físicas são praticadas por parentes próximos, incluindo a própria mãe; enquanto o abuso sexual, pelo próprio pai ou padrasto.
O ideal do Projeto do Ano da Paz, deste ano, contribuiu na reflexão sobre os motivos da violência, a necessidade da paz e tem buscado, junto ao Povo de Deus, das nossas comunidades, práticas concretas que expressam o desejo de viver em harmonia e em fraternidade. (site da CNBB).”
A paz está em nossas mãos! Cultivemo-la!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

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