Trindade: o mistério de Deus!

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Em Deus, tudo é mistério! Por isso, todo e qualquer conhecimento sobre Deus é revelação do próprio Deus.

Deus é Uno e Trino! O mistério da Santíssima Trindade é celebrado, pela Liturgia da Igreja, no domingo, imediatamente, após Pentecostes. É o “mistério central da fé e da vida cristã” por isso, só Deus poderia dá-lo a conhecer, revelando-Se como Pai, como Filho e como Espírito Santo.

“Os cristãos são batizados ‘em nome do Pai, do Filho e dó Espírito Santo’ (Mt 28,19). Antes disso, eles respondem ‘Creio’ à tríplice pergunta que os manda confessar sua fé no Pai, no Filho e no Espírito: A fé de todos os cristãos consiste na Trindade” (Catecismo, 232).

“O mistério da Santíssima É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na ‘hierarquia das verdades de fé’. ‘Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e Único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado” (Catecismo, 234).

Mas, o Mistério da Santíssima Trindade não é um quebra-cabeças, uma verdade inventada pela Igreja, uma abstração ou trigonometria, divina reservada a sábios especulativos. Pelo contrário, é o mistério central da fé e da vida cristã. Quer dizer, Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Na verdade, foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Jesus nos falou do Pai, do Espírito Santo e d’Ele mesmo como Deus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (cf.: II Conc. Constantinopla, DS 421). ‘O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza’ (cf.: XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).

O que a Igreja ensina é que as Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside, unicamente, nas relações que as referem umas às outras: “Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [n’Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).

Quando Deus criou o homem, disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26). Esta palavra “façamos” indica uma ação especial das três Pessoas divinas. Elas fizeram o homem à sua imagem ao fazê-lo espírito, inteligência e amor. Elas o fizeram à sua semelhança porque, infundindo a graça em sua alma, elas trouxeram um certo ambiente de família, pois a graça é uma qualidade divina que, infundida no centro da alma, a torna participante da natureza divina. “Deus – diz o Apóstolo Pedro – habita uma luz inacessível que nenhum homem jamais viu, que nenhum homem pode ver” (cf. 2Ped 1,4.).

Deus habita em todas as criaturas lhes dando o ser; ele habita mais especialmente nas criaturas racionais lhes dando a luz da inteligência e a vida do coração. Porém, de um modo todo especial, Ele habita na alma em estado de graça, associando-a, como diz São Pedro, à sua própria divindade. (cf. 2Ped 1,4). Não se pode imaginar uma habitação mais íntima que esta última. Deus se põe no centro da alma e as três Pessoas se comunicam a ela com uma familiaridade prodigiosa. É a realização da palavra de Nosso Senhor: “Se alguém me ama, guardará minha palavra… e nós viremos a ele e faremos nele morada” (Jo 14,23).

 

por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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