Transfiguração: Glória da Cruz!

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Desde o princípio, Deus nos fez à sua imagem e semelhança: homem e mulher à imagem e semelhança de Deus. Ele mesmo nos deu o Seu Espírito e, nos moldou conforme o Seu Ser; imprimiu, em nossa natureza, a sua divindade.“Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra’. E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher” (Gn 1,26-27).

Colocados no Paraíso, homem e mulher viviam na plenitude do chamado e da liberdade. Mas, a serpente, toda astuta, encontrando uma brecha, apenas uma brecha, no instável coração de Eva e Adão, subjugou os dois, levando-os à rebeldia da desobediência contra Deus e, por conseguinte, contra si mesmos. Pecaram e, em consequência disso, ficam com medo de Deus, de quem eram íntimos, e se põem em fuga. Mas, o pior de tudo é que o pecado desfigura, neles, a imagem e semelhança primordial de Deus. “A serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que Javé Deus havia feito. Ela disse para a mulher: ‘É verdade que Deus disse que vocês não devem comer de nenhuma árvore do jardim?’ (…) Então a mulher viu que a árvore tentava o apetite, era uma delícia para os olhos e desejável para adquirir discernimento. Pegou o fruto e o comeu; depois o deu também ao marido que estava com ela, e também ele comeu. Então abriram-se os olhos dos dois, e eles perceberam que estavam nus. Entrelaçaram folhas de figueira e fizeram tangas. Em seguida, eles ouviram Javé Deus passeando no jardim à brisa do dia. Então o homem e a mulher se esconderam da presença de Javé Deus, entre as árvores do jardim” (Gn 3,1.6-8).

Desde Adão e Eva Deus nos procura, no emaranhado das redes do pecado, para nos libertar e devolver a dignidade primordial do Paraíso. Mas, foi na Plenitude dos tempos, em Cristo, que Deus revelou sua incansável e determinada busca por nós. “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adotados como filhos. A prova de que vocês são filhos é o fato de que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: Abba, Pai! Portanto, você já não é escravo, mas filho; e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus” (Gl 4,4-7).

A obra de redenção tem como preço a vida do próprio Jesus: “Alguém pagou alto preço pelo resgate de vocês: não se tornem escravos de homens. Irmãos, cada um permaneça diante de Deus na condição em que se encontrava quando foi chamado” (1Cor 7,23-24).

A Misericórdia de Deus tornou visível o seu grande amor por nós: “Nisto se tornou visível o amor de Deus entre nós: Deus enviou o seu Filho único a este mundo, para dar-nos a vida por meio dele. E o amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados” (1 João 4,9-10).

Tudo isso é muito profundo, bonito e verdadeiro mas, é no acontecimento da Transfiguração de Jesus (Mateus 17,1-9; Marco 9,2-13; Lucas 9,28-36) que aprofundamos o mistério da nossa união com Deus para a libertação das amarras do pecado e para o seguimento fiel. De fato, “a experiência que os discípulos fizeram com Jesus, Moisés e Elias não está desvinculada do caminho para a cruz. A manifestação do Cristo transfigurado plenificando a missão de Israel (representado por Moisés e Elias) não tem sentido sem o desfecho da cruz e sem o chamado divino aos discípulos para escutarem Jesus. Crucifixão e transfiguração se complementam mutuamente, pois somente quando nos desvencilhamos de tudo o que atrapalha a caminhada e subimos o monte é que podemos entender a voz de Deus, que nos convida a levar a sério o que Jesus nos diz através da própria vida e a seguir o mesmo caminho que ele seguiu: a cruz leva à ressurreição” (Revista Pastoral).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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