Toda semente precisa de terra boa!

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Não é preciso ser agricultor ou agricultora para saber que toda a semente precisa de terra boa. Se a terra não oferece condições, a semente não germina, não cresce e não dá fruto de acordo com a sua capacidade.

A missão da semente está, diretamente, ligada às condições da terra mas, também, à ação de quem semeia. Sem um critério responsável em relação a e ao plantio a semente não encontra a sua realização plena.

Nos idos da minha infância eu, sempre, via minha mãe e meu pai preparando a terra para o plantio de hortaliça. Eu reparava que, a primeira coisa que faziam, depois de revolver a terra, era colocar adubo orgânico – esterco que a gente ia buscar longe nos piquetes das vacas. Depois do esterco esperavam um tempo para que o composto estivesse pronto para receber as sementes.

Na agricultura, de um modo geral, procedimentos como o de adubação tem em vista a correção do solo. E não falta boa colheita para quem prepara bem a terra!

De acordo com a fé, a vida humana repete o mistério e a história da semente, do solo e do semeador.

Anunciando as verdades e os mistérios Reino de Deus, Jesus comunica às multidões e, aos discípulos, o novo entendimento e a nova prática que deve prevalecer na vivência e na relação com a Palavra de Deus.

Jesus começa contando uma parábola:

“O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os passarinhos foram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Porém, o sol saiu, queimou as plantas, e elas secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e renderam cem, sessenta e trinta frutos por um. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mt 13,3-9).

Os discípulos manifestaram certa incompreensão da parábola de Jesus, então, o próprio Jesus explica a parábola:

“Ouçam, portanto, o que a parábola do semeador quer dizer: Todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, é como a semente que caiu à beira do caminho: vem o Maligno e rouba o que foi semeado no coração dele. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra, e logo a recebe com alegria. Mas ele não tem raiz em si mesmo, é inconstante: quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ela fica sem dar fruto. A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse com certeza produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta por um” (Mt 13,18-23).

Jesus ensina, neste anúncio sobre o Reino que, a semente é a Palavra de Deus e que, nós somos a terra. Ora, se a semente é a Palavra de Deus e, portanto, boa e com potencial de frutificar é preciso corrigir a terra que não está dando condições à semente.

Qual é o ideal do Reino? Que as pessoas frutifiquem porque, a semente é boa.

Submetamos nossa terra às devidas correções! Toda semente precisa de terra boa!

Frutificar será nosso desafio diário, para que o Reino de Deus aconteça entre nós; que seja também. Vivamos o desafio de frutificar como nosso desejo, nosso sonho, nosso projeto… como nossa missão. Frutificar será o verbo de nossa preferência, conjugado no presente do indicativo: eu frutifico… tu frutificas… ele frutifica… nós frutificamos… vós frutificais… eles frutificam.

Frutifiquemos! Essa é a nossa vida!

Frutifiquemos sem medo. Frutificar não é quantidade porque, frutificar já é a qualidade.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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