Toda Igreja é Misionária

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A Igreja é, por natureza, missionária. Isso quer dizer que, em seu DNA, na constituição de sua identidade, encontram-se os elementos, os traços e as características que informam sua disposição para ouvir, pensar, sentir, sonhar, viver e testemunhar a alegria do Evangelho em saída, como Jesus, o Missionário do Pai. Eis, pois, a verdade da Igreja: se não for missionária, não é Igreja!

Esta consciência missionária liberta e salva toda a Igreja dos desvios, distorções, esvaziamentos e infidelidades.

Quais são as fontes da consciência missionária da Igreja?

Mc 1,9-10.12.14-15. A vida e a missão de Cristo: “Jesus chegou de Nazaré da Galiléia, e foi batizado por João no rio Jordão. Logo que Jesus saiu da água, viu o céu se rasgando, e o Espírito, como pomba, desceu sobre ele. Em seguida o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Depois que João Batista foi preso, Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus: ‘O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia.’”

At 2,1-5.11-12 O Pentecostes: “Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como o sopro de um forte vendaval, e encheu a casa onde eles se encontravam. Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. (…) Todos estavam admirados e perplexos, e cada um perguntava a outro: ‘O que quer dizer isso?’”

Com o olhar e o coração voltados para as fontes e para os apelos da realidade, a Igreja reflete e revê a própria vida, vocação e missão.

Lembra-nos o Concílio Vaticano II, no Decreto Ad Gentes: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na ‘missão’ do Filho e do Espírito Santo” (AG, 2) e, ainda,“Dado que a Igreja é toda ela missionária, e a obra da evangelização é um dever fundamental do Povo de Deus, o sagrado Concílio exorta todos a uma profunda renovação interior, para que tomem viva consciência das próprias responsabilidades na difusão do Evangelho e assumam a parte que lhes compete na obra missionária junto dos gentios.” (AG, 35).

O Papa Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi, 14, exorta: “A Igreja sabe-o bem, ela tem consciência viva de que a palavra do Salvador, “Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus”, se lhe aplica com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho.”

O Documento de Puebla,1128, assevera que: “O Espírito do Senhor impele o Povo de Deus, na história, a discernir os sinais dos tempos e a descobrir, nos mais profundos anseios e problemas dos seres humanos, o plano de Deus sobre a vocação do homem na construção da Sociedade, para torná-la mais humana, justa e fraterna.”

(São) João Paulo II, falando do mandato permanente do mandato missionário, escreveu, na Redemptoris Missio, 2: “De fato, a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. (…) Mas o que me anima mais a proclamar a urgência da evangelização missionária é que ela constitui o primeiro serviço que a Igreja pode prestar ao homem e à humanidade inteira.”

O Documento de Aparecida, 370, chama à conversão: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. (…) fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária.”

O Papa Francisco, na exortação a Alegria do Evangelho, 24, dá um grande sopro na brasa: “A Igreja ‘em saída’ é a comunidade de discípulos missionários que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam… tomam a iniciativa! A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1 Jo 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro…”

Somos Igreja. Somos missionários. Discípulos Missionários!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

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