TER FÉ NÃO É SÓ ACREDITAR!

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Não existe um ser humano, sequer, que não tenha fé. Todos nós temos a fé! Temos porque a recebemos do próprio Deus, pelo batismo.

Plantada em nosso coração, como semente, a fé é, antes de mais nada, uma herança do amor-doação de Deus e de muitas pessoas. Nesse sentido, a fé tem como custo a vida do próprio Deus, que se entregou por nós, de todos os que viveram a fé, no passado, e dos que aderirem à fé. Portanto, a fé comporta exigências que vão além do simples acreditar. Porque acreditar é fácil. Aliás, diz a Palavra de Deus: “Você acredita que existe um só Deus? Muito bem! Só que os demônios também acreditam, e tremem!” (Tg 2,19).

Acreditar é o primeiro passo importante da fé, porque significa a aceitação de um poder superior, do transcendente, da divindade, de algo maior. Acreditar predispõe para ir ao encontro; para estar em busca. Mas, acreditar não é tudo. Somente acreditar não dá tudo o que a fé tem de potencial. Somente acreditar pode manter a pessoa numa mentalidade mágica e supersticiosa, dependente e inibidora, circunstancial e meritória. Somente acreditar não fideliza porque não compromete. Somente acreditar sustenta uma relação passiva e a fé tem um movimento dinâmico dentro e fora da pessoa.

Além de acreditar, a fé necessita do amor, da confiança, da perseverança, da liberdade, da generosidade, da lealdade, da oração.

A fé pressupõe uma relação de Cruz; uma relação vertical e horizontal. Quer dizer: Deus-Nós-Nós-Deus.

Diz, São Paulo, na carta aos Hebreus:

“A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem.

Foi por causa da fé que os antigos foram aprovados por Deus.

Pela fé, sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos; foi assim que aquilo que vemos originou-se de coisas invisíveis.

Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim. E por causa da fé, ele foi declarado justo, e o próprio Deus afirmou que aceitava os seus dons. Embora estando morto, Abel continua falando pela sua fé.

Pela fé, Henoc foi levado embora, para que não experimentasse a morte. E não foi mais encontrado, porque Deus o levou; e antes de ser levado, foi dito que ele agradava a Deus. Mas é impossível agradar a Deus sem a fé. De fato, quem se aproxima de Deus, deve acreditar que ele existe e que recompensa aqueles que o procuram.

Pela fé, ao ser avisado divinamente sobre coisas que ainda não via, Noé levou isso a sério, e construiu uma arca para salvar a sua família. Por essa fé, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que provém da fé.

Pela fé, Abraão, chamado por Deus, obedeceu e partiu para um lugar que deveria receber como herança. E partiu sem saber para onde. Pela fé, ele foi residir como estrangeiro na terra prometida. Morou em tendas juntamente com Isaac e Jacó, que

também eram herdeiros da mesma promessa. Abraão esperava a cidade bem alicerçada, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus.

Foi pela fé que também Sara, embora sendo velha, se tornou capaz de ter uma descendência, pois ela acreditou em Deus, que lhe havia prometido isso. Assim, de um só homem, que estava praticamente morto, nasceu uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu e tão numerosa como os grãos de areia da praia do mar. Todos eles morreram na fé. (…).

Todos eles foram aprovados por Deus por causa da fé que tinham. Mas nenhum deles alcançou a promessa. Deus preparou para nós algo melhor, a fim de que, sem nós, eles não obtivessem a perfeição” (Hb 11,1-39).

Por ser a fé tão grande, não basta acreditar! Precisa deixar a vida se transformar!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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