Subindo com Cristo

Compartilhe:

De um modo geral, as pessoas vivem na expectativa, de subir na vida; infelizmente, muitas vezes, a qualquer custo.

Não é assim!

Jesus falou o tempo todo em subida, no sentido de voltar para o Pai:“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu: o Filho do Homem” (Jo 3,13); “Eu garanto a vocês: quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,12); “Vocês ouviram o que eu disse: ‘eu vou, mas voltarei para vocês’. Se vocês me amassem, ficariam alegres porque eu vou para o Pai, pois o pai é maior do que eu” (Jo 14,28); “Quem é o justo? Sou eu. Mas vocês não me verão mais, porque eu vou para o Pai” (Jo 16,10); “Alguns discípulos comentaram: o que ele quer dizer com isso: ‘daqui a pouco vocês não me verão mais, porém, mais um pouco, e vocês me tornarão a ver’? E ainda: ‘eu vou para o Pai’?” (Jo 6,17).

De fato Jesus subiu, ascendeu, voltou para o Pai. Mas a sua subida começa pela

sua descida (descenso ou kenosis). Aqui se encontra o mistério da encarnação de Jesus. E São Paulo descreve muito bem isso no Hino Cristológico da carta aos Filipenses 2,6-11, como vemos: “Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”

E como Jesus subiu?

Conta-nos Lucas, no final do seu evangelho e nos Atos dos Apóstolos:

No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar, desde o princípio, até o dia em que foi levado para o céu. Antes disso, ele deu instruções aos apóstolos que escolhera, movido pelo Espírito Santo. Foi aos apóstolos que Jesus, com numerosas provas, se mostrou vivo depois da sua paixão: durante quarenta dias apareceu a eles, e falou-lhes do Reino de Deus. Estando com os apóstolos numa refeição, Jesus deu-lhes esta ordem: “Não se afastem de Jerusalém. Esperem que se realize a promessa do Pai, da qual vocês ouviram falar: ‘João batizou com água; vocês, porém, dentro de poucos dias, serão batizados com o Espírito Santo’.” Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino para Israel?” Jesus respondeu: “Não cabe a vocês saber os tempos e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os extremos da terra.” Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu à vista deles. E quando uma nuvem o cobriu, eles não puderam vê-lo mais. Os apóstolos continuavam a olhar para o céu, enquanto Jesus ia embora. Mas, de repente, dois homens vestidos de branco apareceram a eles e disseram: “Homens da Galiléia, por que vocês estão aí parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu, virá do mesmo modo com que vocês o viram partir para o céu.” (Atos 1,1-11)

A Igreja celebra a ascensão quarenta dias depois da Páscoa. Pe. Johan Konings, sj comenta: “É toda a realidade de sua glorificação o que celebramos. Aquilo que os primeiros cristãos chamaram de “estar sentado à direita do Pai”. Jesus, depois de sua ressurreição, não veio retomar sua atividade de antes na terra, nem implantar um reino político de Deus no mundo, como muitos achavam que ele deveria ter feito (cf. At 1,6). Não. Jesus realiza-se agora em outra dimensão, a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. A atividade aqui na terra, ele a deixa a nós (“Sede as minhas testemunhas… até os confins da terra” [At 1,8]), e nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Na ressurreição, Jesus volta a nós, não mais “carnal”, mas em condição gloriosa, para nos animar com seu Espírito (At 1,8; Mt 16,20; cf. Jo 14,15-20).”

É preciso muita humildade para conseguir subir bem na vida e na fé!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

Posts Relacionados

ANO
JUBILAR

AMIGOS DO
SEMINÁRIO

ESCOLA
MISSIONÁRIA
DISCÍPULOS DE
EMAÚS - EMIDE

Facebook

Instagram

Últimos Posts