SUA BOCA FALA DO QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO

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Temos responsabilidade por tudo o que fazemos, não importa se nossa ação é acompanhada ou não da necessária consciência. O ideal é que todos os atos sejam marcados pela consciência sobre as conseqüências, mas, nem sempre o são.

A marca do nosso tempo é o da comunicação ampla e, quase irrestrita, onde a imagem e a palavra é usada na tênue linha entre o espetáculo e a banalização.

Assim diz o Eclesiástico 37,16-24: “A palavra é o princípio de qualquer obra, e antes de agir, é preciso refletir. A raiz dos pensamentos é a mente, e ela produz quatro ramos: bem e mal, vida e morte. Mas os quatro são dominados pela língua. Existe quem é capaz de instruir muitas pessoas, mas é inútil para si mesmo. Existe quem ostenta sabedoria em palavras, mas é detestado e acaba morrendo de fome. (…) Existe quem é sábio só para si, e os frutos seguros de sua inteligência estão em sua própria boca.”

Falar pode ser uma oportunidade de edificação e crescimento, mas pode ser, também, ocasião de ruína e morte. Por isso, o falador é, sempre, um perigo iminente contra a justiça e a paz, como faz lembrar o livro do Eclesiástico 27,5-8:Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos; assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar. Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem é provado em sua conversa. O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem. Não elogies a ninguém antes de ouvi-lo falar, pois é no falar que o homem se revela.”

Quem consegue medir e controlar o poder e a força da língua?

No Eclesiástico 28,14-23, temos a seguinte exortação: “A língua intrometida inquieta muitos, fazendo-os fugir de nação em nação; ela destrói cidades fortes e devasta as casas dos poderosos. A língua intrometida faz com que mulheres excelentes sejam repudiadas, privando-as do fruto de seus trabalhos. Quem dá atenção a ela não encontra mais descanso nem tranqüilidade em casa. A chicotada deixa marca, mas o golpe da língua quebra os ossos. Muitos já caíram pelo fio da espada, mas não foram tantos como as vítimas da língua. Feliz de quem se protege dela e não se expõe ao seu furor. Feliz quem não arrastou o jugo dela, nem foi enredado em suas cadeias.”

Definitivamente, temos uma dívida de consciência: controlar a língua! “Se alguém pensa que é religioso e não sabe controlar a língua, está enganando a si mesmo, e sua religião não vale nada. Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo” (Tiago 1,26-27)

A sentença para cada um, já está determinada, conforme diz São Tiago em 3,1-11: “Meus irmãos, não se façam todos de mestres. Vocês bem sabem que seremos julgados com maior severidade, pois todos nós estamos sujeitos a muitos erros. Aquele que não comete falta no falar, é homem perfeito, capaz de pôr freio ao corpo todo. Quando colocamos freio na boca dos cavalos para que nos obedeçam, nós dirigimos todo o corpo deles. Vejam também os navios: são tão grandes e empurrados por fortes ventos! Entretanto, por um pequenino leme são conduzidos para onde o piloto quer levá-los. A mesma coisa acontece com a língua: é um pequeno membro e, no entanto, se gaba de grandes coisas.Observem uma fagulha, como acaba incendiando uma floresta imensa! A língua é um fogo, o mundo da maldade. A língua, colocada entre os nossos membros, contamina o corpo inteiro, incendeia o curso da vida, tirando a sua chama da geena. Qualquer espécie de animais ou de aves, de répteis ou de seres marinhos são e foram domados pela raça humana; mas nenhum homem consegue domar a língua. Ela não tem freio e está cheia de veneno mortal. Com ela bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca sai bênção e maldição. Meus irmãos, isso não pode acontecer!

Se o nosso coração está cheio do que não comunica vida e verdade, precisa ser esvaziado para se encher do que, naturalmente comunica vida e verdade, para oferecer para a boca, um conteúdo de vida e verdade porque a boca fala do que o coração está cheio.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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