Solenidade da Ceia do Senhor e Procissão do Fogaréu dá início ao Tríduo Pascal

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Na tarde da Quinta-Feira Santa, 28/04/2024, às 17h, foi celebrada a Solenidade da Ceia do Senhor com a cerimônia do Lava-pés e Transladação do Santíssimo Sacramento na Igreja Catedral Nossa Senhora da Vitória. Presidida pelo bispo diocesano, Dom Edilson Nobre, a celebração foi concelebrada por Pe. Rogério Nascimento, pároco da catedral, Pe. Wellington Rodrigues, Vigário da catedral, diácono Gutemberg Rocha e seminaristas. Na assembleia centenas de fieis participaram da Santa Missa.

            A Igreja católica dá início ao Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor, que faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.

Durante a proclamação do Evangelho Dom Edilson Nobre, procedeu a cerimônia do Lava-pés, momento em que lavou os pés de doze homens e mulheres da comunidade, representando de forma simbólica os doze discípulos de Jesus, repetindo o gesto de humildade e de serviço de Cristo. Ainda nessa celebração litúrgica o bispo diocesano fez memória da instituição da Eucaristia, atualizando o memorial da Paixão e morte de Jesus.

Dom Edilson em sua homilia enfatizou que esta liturgia nos faz trazer a memória e a instituição da Eucaristia. Por isso, neste dia, também nós rezamos e recordamos o ministério ordenado, sobretudo o ministério do sacerdócio, do Padre, do Presbítero, que celebra a Santa Missa, que faz com que esta Eucaristia seja atualizada na vida dos fiéis. Cada missa celebrada é a atualização deste mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Não é uma encenação, é uma atualização, é uma vivência, é uma experiência de encontro com o Senhor. Jesus se entrega. Em cada missa, Jesus entrega e derrama o seu sangue. Em cada missa, Jesus torna-se para nós o sinal de libertação, porque Ele é descendente da cruz. Não podemos esquecer disso, porque esta é a essência da fé católica. Durante a última Ceia Jesus se entrega para oblação de todos nós. Aqui estamos reunidos para vivenciar está ato do lava-pés que toca no mais profundo do ser, pois aquele que é Deus feito homem se despoja de suas vestes para lavar os pés de seus discípulos exortando-os a lavarem os pés uns dos outros, pontuou Dom Edilson.

Logo após a missa, aconteceu a transladação do Santíssimo Sacramento da Capela-mor até a Capela do Santíssimo, ficando em adoração até meia noite. Grupos de oração, escolas, pastorais, movimentos e populares prestaram seu momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, dentro da Catedral de Nossa Senhora da Vitória, revezando de hora em hora, com cânticos sacros, louvor e recitação do Santo Terço até a meia noite. Os altares foram desnudados como sinal de respeito e humildade.

E às 21h o centro histórico foi cenário para a procissão do Fogaréu. Uma manifestação da religiosidade popular que acontece há quase duzentos anos em Oeiras e é reservada aos homens, que carregando lamparinas rústicas movidas a querosene, simbolizam os soldados romanos que foram ao encontro de Cristo para prendê-lo. Dentro dessa mística, os romeiros estão em busca de Jesus para guarda-lo em seus corações. Centenas romeiros acompanharam a procissão do Fogaréu rezando e cantando.

O Sermão do Fogaréu foi proferido pelo Pe. Paulo Henrique, SDB, responsável pela Área Pastoral São João Batista, em São João da Varjota. Encerrando a procissão os romeiros entraram na Igreja Catedral para um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, agradecendo as graças e bênçãos recebidas.

 

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