SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR!

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Nunca, como hoje, a oração esteve tão em voga; tão em alta; tão na ‘moda’. Oração para isso; oração para aquilo; oração para aquilo outro. Oração, oração, oração… Lugares, casas, templos, livros, mestres e muito mais, formam o grande arsenal da oração, à disposição dos que a buscam.

Mas, o que está movendo as pessoas para a oração, ao mesmo tempo, está movendo para a fé, seus fundamentos e exigências?

A oração não se basta por si mesma. Pelo contrário, faz parte de um universo de fé tão amplo, inesgotável e grande, como Deus.

O Catecismo da Igreja Católica (CEC) nos faz entender a gênese, as razões o sentido da oração na vida cristã. Tomemo-lo como base de referência.

A oração é a elevação da alma a Deus, que se consegue não pela altura do nosso orgulho e prepotência, mas pelas ‘profundezas’ (Sl 130,1) de um coração humilde e contrito (Lc 18,9-14). A humildade é o fundamento da oração pois, ‘nem sabemos o que seja conveniente pedir’(Rm 8,26).

É, o próprio Deus, quem pelo Espírito Santo, nos dá o dom da oração, como quando Jesus falou com a samaritana à beira do poço de Jacó: ‘se conhecesses o dom de Deus!’(Jo 4,10). A oração, nesse sentido, é o encontro entre a sede de Deus e nossa: ‘tu que lhe pedirias e Ele te daria água viva’ (Jo 4,10). Quer dizer, ao mesmo que nossa oração é pedido é, também resposta: ‘dá-me dessa água’.

Seja por gestos ou palavra, é o homem todo que reza. E a Sagrada Escritura pondera que, o lugar de onde brota a oração é, geralmente, o coração (mais de mil vezes). É o coração que reza! Se o coração está longe de Deus, a expressão da oração é vazia. O coração é a casa em que estou; é o lugar da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. O coração é o nosso centro escondido só o Espírito de Deus pode sondá-lo e conhecê-lo; é o lugar da decisão; é o lugar do encontro; é o lugar da Aliança.

Portanto, a oração cristã é uma relação de Aliança entre Deus e o homem, em Cristo, a partir do coração.

É Jesus quem ensina a verdadeira oração, sendo ele mesmo, em primeiro lugar, o orante; aquele que reza. Rezando ele ensina rezar. Ele aprendeu a rezar segundo seu coração de homem, com sua mãe (a mulher do coração) e com o seu povo, na sinagoga de Nazaré e no Templo. Mas sua oração brota de uma fonte bastante secreta, como deixa prever com a idade de doze anos: ‘Eu devo estar na casa de meu Pai’ (Lc 2,49). É a oração filial!

Lucas destaca a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes de todos os momentos decisivos de sua vida e missão. Muitas vezes se retira, na solidão, na montanha, de preferência à noite, para orar. É freqüente, na oração de Jesus, durante seu ministério, a Glorificação do Pai (Mt 11,25ss) e a Ação de Graças (Jo 11,41).

Os discípulos pedem a Jesus: ‘Senhor, ensina-nos a rezar!’ E, Jesus, mais do que uma fórmula (Pai-nosso), ensina a oração filial; uma maneira de rezar, como filho(a), numa relação de comunhão com o Pai e, por conseguinte com a Santíssima Trindade. Na Nova Aliança, a oração é a relação viva dos filhos de Deus com seu Pai infinitamente bom, com seu Filho, Jesus Cristo, e com o Espírito Santo.

Uma fé madura se forma dentro de uma vida de oração!

A vida de oração consiste em estar habitualmente na presença do Deus três vezes Santo e em comunhão com Ele. Esta comunhão de vida é sempre possível, porque, pelo Batismo, nos tomamos um mesmo ser com Cristo.

A oração é cristã enquanto comunhão com Cristo e cresce na Igreja que é seu Corpo. Suas dimensões são as do Amor de Cristo.

O grande discernimento é este: a oração não é, simplesmente, um recurso, um meio ou um instrumento pelo qual garantimos a realização dos nossos desejos, pedidos ou necessidades.

A oração é alimento e, como tal, deve servir para nutrir a nossa fé.

Não se faz oração mas, vive-se a oração! Por isso, mais do que tempo para a oração, devemos dar a nossa própria vida. Precisamos cultivar a vida de oração, tendo a coragem de pedir sempre: Senhor, ensina-nos a rezar!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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