SAGRADO NATAL… SAGRADA FAMÍLIA!

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Para algumas pessoas desavisadas o natal acabou no dia 25 às 00h01. Ledo engano! Na verdade alguém precisa lembrar essas pessoas que, as coisas de Deus têm um começo, mas, não tem um fim. Ultrapassa as fronteiras do espaço e do tempo. Não são data nem calendário: são acontecimento!

Como acontecimento, o natal fala do sonho de Deus para a família e, ao mesmo tempo, do sonho de família para cada um dos seus membros.

Achei muito interessante a reflexão que, encontrei na Revista Pastoral, sobre a liturgia do dia 31 de dezembro, refletindo sobre a Sagrada Família (Janeiro-Fevereiro de 2018, Ano 59, nº 319), e gostaria de reproduzi-la aqui…

Jesus, filho de Maria e José se inseriu na humanidade, numa família; ele não é um mito, é real. Ele fez o mesmo caminho de cada ser humano, pertenceu a um lar, a uma pátria e a uma cultura. Os percalços vividos pela família de Jesus não são muito diferentes dos que são experimentados por muitas pessoas ainda hoje. A família é a base dos valores; as atitudes de José e de Maria se tornam modelo de vida para os pais e mães hoje, animando-os a percorrer sua trajetória em atenção à vontade de Deus.

Em Lucas 2,22 lemos: “Terminados os dias da purificação deles, conforme a Lei de Moisés, levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor” (cf todo o texto 2,22-40).

A sagrada família chega ao templo de Jerusalém para os ritos de purificação da mãe e a apresentação do recém-nascido. Jesus é apresentado no templo porque ele é primogênito, e os ritos próprios da apresentação celebravam a libertação dos primogênitos dos hebreus no Egito e a passagem da escravidão para a liberdade (Ex 13,11ss). Coisas extraordinárias são ditas a respeito do menino pelo velho Simeão. Também uma viúva chamada Ana fala sobre o menino a toda a gente. José e Maria se admiram com essas palavras e gestos.

Temos aqui a sagrada família diante de Deus, no templo de Jerusalém, para concluir o tempo da promessa feita a Israel e iniciar o tempo da salvação e da divulgação da pessoa e da mensagem de Jesus. Esse relato nos faz pensar sobre o papel atual da família. Nem sequer estamos seguros para definir o que vem a ser a família hoje. A família passa por uma crise de identidade, e mesmo assim ela ainda é uma das poucas instituições pelas quais alguém ainda se disporia a morrer. Não mais pela pátria, não mais pela Igreja ou por qualquer instituição as pessoas arriscariam a própria vida, mas sim por seus familiares.

A crise na família é, em parte, derivada das modernas concessões que transferem para outrem as responsabilidades que são dos pais e dos filhos. Muitas crianças são órfãs de pais vivos, passam o dia nas praças e nos sinais de trânsito, quando seus pais deveriam cuidar para que estivessem na escola, com acesso a educação e aprendizado sobre cidadania. Outras são entregues aos avós, que, apesar da velhice e das enfermidades, têm de assumir a responsabilidade pelos netos. Da mesma forma, filhos abandonam os pais idosos em asilos e abrigos filantrópicos, pois não aprenderam o significado do mandamento de honrar pai e mãe.

A família estável, fundamentada no amor do casal, que acolhe os filhos como dons de Deus, é a única viável e possível. Somente o amor fiel e verdadeiro entre o casal pode acolher e educar filhos como verdadeiros seres humanos, na transmissão dos valores que nos foram legados por Cristo. Além disso, a verdadeira família não é fechada em si mesma, mas age em interação com outras famílias, formando comunidades que difundem a responsabilidade e o cuidado de uns para com os outros. Por meio da interação comunitária também se corrigem posturas retrógradas e egoístas, fazendo com que o bem progrida na sociedade humana.

Seria bom dizer sobre a família o mesmo que é dito sobre Jesus no texto de Lucas: “crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria e da graça de Deus”.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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