Relatório sobre a Diocese de Oeiras

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  1. A Diocese de Oeiras, está na Província Eclesiástica do Piauí, sufragânea da Arquidiocese de Teresina-PI, foi criada no dia 16 de dezembro de 1944, pelo papa Pio XII, através da bula Ad Dominici Gregis Bonum (Para o bem do rebanho do Senhor), que também criou pelo mesmo ato a diocese de Parnaíba, desmembrando-as da então Diocese do Piauí. A diocese criada,  foi solenemente instalada no dia 07 de outubro de 1945, com uma extensão territorial de cerca de 84.000 Km², abrangendo todo território central do Estado do Piauí, que se estende entre os Estados do Maranhão, ao Oeste, e Pernambuco e Ceará, ao Leste, na época.

Como a Diocese de Oeiras era um complexo geográfico muito grande, foi desmembrada, ao leste, no dia 28 de outubro de 1974, a Diocese de Picos. E no dia 08 de dezembro de 1977, foi criada uma segunda sede da diocese, na cidade Floriano, situada a cerca de 100 quilômetros, para onde foram transferidas a residência do bispo, a administração e a organização pastoral da diocese, quando também a Igreja matriz de Floriano tornou-se co-catedral, e o nome da cidade de Floriano foi acrescentado ao nome da diocese que passava a chamar-se “Diocese de Oeiras-Floriano”.

O primeiro bispo foi Dom Francisco Expedito Lopes, que tinha como lema: Instaurare omnia in Christo (Restaurar todas as coisas em Cristo). O mesmo exerceu o pastoreio, na diocese, de 06 de janeiro de 1949 a 07 de janeiro de 1955.

O segundo bispo foi Dom Raimundo de Castro e Silva, que tinha como lema: Ad Iesum per Mariam (A Jesus por Maria), e aqui exerceu o seu ministério episcopal de março de 1955 a dezembro de 1957.

O terceiro bispo foi Dom Edilberto Dinkelborg ofm, que tinha como lema: In finem Dilexit (Amou-os até o fim) e exerceu o seu pastoreio de 1959 a 1991.

O quarto bispo foi Dom Fernando Pânico, mscj, que tinha como lema: Sursum Corda (Corações ao alto) e exerceu o seu pastoreio na diocese de Oeiras-Floriano, de 14 de agosto 1993 até 2001.

O quinto bispo de Oeiras-Floriano foi Dom Augusto Alves da Rocha, que tem como lema: In fide fundati (Firmes na fé) e exerceu o seu ministério episcopal de 24 de outubro de 2001 a 27 de fevereiro de 2008, quando foi criada a Diocese de Floriano, desmembrada da Diocese de Oeiras, da qual foi nomeado bispo titular e Administrador Apostólico da Diocese de Oeiras, até o dia 17 de maio de 2008.

No dia 27 de fevereiro de 2008, o papa Bento XVI elegeu e nomeou Dom Juarez Sousa da Silva, bispo da Diocese de Oeiras e no dia 17 de maio do mesmo ano, Dom Juarez foi ordenado bispo e assumiu o seu ministério episcopal, cujo lema é Ut vitam habeant (para que todos tenham vida – Jo 10,10). Assim, após 30 anos, a única sede episcopal da Diocese voltou ser a Catedral de Nossa Senhora da Vitória, na cidade Oeiras.

A Diocese de Oeiras, foi reconfigurada, contando hoje com uma área territorial de 15.096 Km², com uma população de 140.000 habitantes, em vinte e um municípios. As cidades mais populosas, são Oeiras, com 40 mil habitantes; Simplício Mendes, com 13 mil habitantes. É uma diocese rural e pequena. Possui cerda de 230 comunidades. Pertence ao Regional Nordeste 4, da CNBB.

 

  1. Diocese de Oeiras-PI tem uma extensão de 15.096 Km², com uma população de 140.000 habitantes, dos quais cerca de 123.200 são católicos, (88%).

– 16 Paróquias e 05 Áreas Pastorais. As Áreas Pastorais equivalem a Quase–paróquias, que possuem autonomia administrativo-financeira e pastoral. Duas delas tem um padre residente.

-26 sacerdotes diocesanos, dos quais 03 estão trabalhando fora da diocese e 01 está estudando em Roma.

– 06 seminaristas maiores, 04 seminaristas no propedêutico e 03 seminaristas menores.

– 06 Institutos religiosos femininos com 14 religiosas. Possui também uma Fraternidade Missionária (nova comunidade), com um padre e duas missionárias.

– 05 Instituições Beneficentes: Centro Educacional São Francisco de Assis – CEFAS, Caritas Diocesana, Fraternidade São Francisco de Assis, Fundação Dom Edilberto e Fazenda da Esperança.

  1. Situação sócio-econômica da Região: Colonização no início do século XVII. Oeiras foi a primeira capital do Estado do Piauí, até 1853. A paróquia da Catedral foi criada em 1697, quando ainda pertencia à diocese de Olinda-PE. Trata-se de uma região pobre situada no coração do semiárido nordestino e piauiense.

– A população: negros, brancos e a grande maioria de mestiços, chamados “morenos” descendentes de índios, brancos e negros.

– A maioria do povo trabalha na agricultura familiar, que ainda é um sistema primitivo, sem tecnologia. Uma parte é de servidores do Estado e dos municípios. Muitas famílias dependem dos programas do governo federal, de benefícios e aposentadorias do INSS. Muitos, cerca de 60% dos jovens migram, forçadamente para trabalhar em outros estados, ajudando assim,  as famílias com o dinheiro que enviam. Os agricultores vivem também da pecuária com criação de pequenos rebanhos (bovinos, caprinos e ovinos). Cerca de 40% do rebanho perdeu-se nos últimos anos, em decorrência da seca (2011 a 2015). Nossas estradas intermunicipais são quase 100% asfaltadas. As estradas rurais, são carroçáveis, muitas delas em precárias condições de tráfego. A educação depende das condições: há uma escola particular , de boa qualidade,  e a pública, em geral, muito precária na maioria dos municípios. Saúde pública precária, da qual depende a maioria da população, que é pobre. Meios de comunicação razoável, com a presença da telefonia celular e da internet. Há somente rádio como meio de comunicação de massa.

  1. Organização Pastoral.

– Cúria diocesana ligada à residência episcopal numa área construída de 150 m2, com uma sala de espera, 05 salas e uma cantina. Pessoal: Uma religiosa como secretária e uma auxiliar de secretária.

Conselho de Consultores constituído por 07 membros, reuniões bimestrais com assuntos diversos, conforme a necessidade.

Conselho presbiteral – todos os presbíteros visto ser o presbítério composto por apenas 22 membros, com reuniões mensais.

Coordenação Pastoral, constituída por 05 membros. Reuniões bimestrais.

A Diocese é dividida em 04 setores pastorais.

Assembleia diocesana realizada anualmente, no mês de novembro, cerca de 110 participantes.

Prioridades Pastorais, a partir da última Assembleia: 1) Iniciação à Vida Cristã – Catequese, e Auto sustentação – Dízimo Missionário.

  1. Clero e Vocações

Serviço de Animação Vocacional com a presença de dois padres, uma religiosa e um casal.

– Temos bons sacerdotes, amantes à Igreja. A formação permanente acontece em encontros, no regional e em cursos na própria diocese. Momento forte, é o retiro espiritual anual.

– O clero reside em suas respectivas paróquias, onde estão a serviço, recebem dois salários mínimos como côngrua mensal, recolhem sob um salário  mínimo ao INSS,  e possuem Plano de Saúde (50%, a diocese paga, 25% a paróquia paga e 25% o próprio padre paga).

  1. Formação dos leigos

A diocese tem uma escola de formação chamada EMIDE – Escola Missionária Discípulos de Emaús, que oferece formação sistematizada e contínua para catequistas e demais agentes. A formação dá-se também, em momento de encontros e assembleias de cada pastoral, nas assembleias diocesanas.

  1. Estado Econômico e Financeiro

Patrimônio: A diocese de Oeiras dispõe de um patrimônio razoável, em imóveis, dos quais uma parte, a saber 05 apartamento e 06 casas, geram uma renda mensal que muito ajuda nas despesas mensais. A outra parte não gera renda.

– Providência dos recursos:

Projetos do exterior (Adveniat) – ajuda para aquisição de veículos construção de casas paroquiais, pois as paroquias encontram-se em fase de criação e estruturação, bem como para a manutenção das religiosas.

– Manutenção da Diocese e das paróquias: Dízimos, festas e coletas. Do total arrecadado, nas paróquias, 15% vai para a diocese.

– Embora tenha-se investido em prol de uma autonomia financeira que garanta auto sustentação, a diocese ainda depende de ajuda de fora.

  1. Problemas pastorais mais relevantes:

Não temos grandes problemas pastorais; se não, a urgência de assumir pra valer uma pastoral verdadeiramente missionário, conforme o Doc. de Aparecida, o doc. 100 da CNBB “Comunidade de comunidades , uma nova paróquia, e as nossas Diretrizes Gerais da CNBB.

Estamos no momento, com o desafio de assumir, em cada paróquia: 1) Catequese como Iniciação à Vida Cristã, com orientação catecumenal e, 2) O Dizimo Missionário. O desafio é convencer principalmente a muitos padres, desta urgência em busca de uma nova postura missionária.

  1. Perfil do novo Bispo

– Um bispo Sábio, Santo, determinado, e com capacidade de diálogo.

– Sábio, com capacidade de ler a realidade em que vivemos em tempos de mudanças, indiferença, relativização da fé e pluralismos. Neste contexto, apresentar o Evangelho e a proposta da Igreja hoje, de forma propositiva, ousada e criativa.

Que tenha a capacidade de dialogar com a cidade de Oeiras que prima pelos valores culturais e religiosos. É terra de gente culta e que busca interagir com a Igreja, que é grande referência para a sociedade.

– Santo. Testemunho de fé e de amor a Deus e aos pobres. Que seja capaz de refletir e apresentar, em síntese, a proposta da Igreja nos vários aspectos pastorais. Sensível e comprometido com os pobres; e que saiba escutar os seus clamores, no sertão. O povo é marcado por injustiças e descasos; e muitas vezes deixado à mercê da própria sorte. Comprometido com a promoção da vida, oferecendo oportunidades de desenvolvimento humano sobretudo aos jovens. Aqui, fé e vida, evangelização e promoção humana formam um encontro perfeito.

– Do ponto de vista administrativo, é preciso ser pobre desprendido e ter a capacidade de lidar com a escassez de recursos, com discernimento.

– Enfim, um homem capaz de animar, coordenar e discernir. Eu não fui capaz de fazer tudo isso, e o fiz em uma parcela pequena. A mudança, certamente, fará com que o novo bispo veja e resolva muitos problemas,  e faça encaminhamentos, antes não vistos.

Que Deus nos ilumine.

 

Oeiras, 25 de fevereiro de 2016

 

Dom Juarez Sousa da Silva – Administrador Diocesano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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