QUEM QUISER SER MEU DISCÍPULO…  

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Na vida, todas as pessoas são seguidoras de alguma coisa e de alguém. Isso, nem sempre, é algo consciente, decidido. Mas, é verdade: na vida á discípulos e mestre. Qualquer estilo de vida, seja ele mais austero ou mais extravagante tem uma influência, mais ou menos explícita, de idéias, filosofias, doutrinas, teorias, crendices, tendências, comportamentos, instituições, pessoas… Somos discípulos e estamos cercados de mestres!

O discernimento a respeito do que queremos para a nossa vida é o que, decididamente, nos faz estar próximos dos melhores mestres e, não de qualquer mestre. Pois, para quem a vida não significa mais, tanta coisa ou, o que é pior, para quem a vida não tem mais sentido, obviamente, tanto faz este ou aquele mestre; esta ou aquela direção; este ou aquele fundamento… tanto faz!

O fato é que a nossa vida tem sentido e precisamos de mestres à altura de uma vida cuja beleza e plenitude precisa ser experimentada enquanto se faz o caminho. Não é possível que, ter mestre seja, para as pessoas, de um modo geral, uma questão de tão pouca preocupação e discernimento. Ter mestre não é um acaso. Antes, ter mestre é uma necessidade! Ser discípulo, também; é uma questão de necessidade.

Em sânscrito (uma das línguas mais antigas), Mestre é designado como guru que significa ‘gu’ = trevas e ‘ru’=  dissipar.  O Mestre é um dissipador de trevas. O seu papel é indicar o caminho ao discípulo. O discípulo, por sua vez, deve percorrer o caminho.

A tradição bíblica coloca o discipulado em relação à fé. Fé e seguimento. Ser discípulo é seguir o que a fé indica e viver por meio dela.

O Antigo Testamento aproxima o discípulo da Lei do Senhor. É pela fidelidade à lei que se identifica o discípulo. Por isso, a profissão de fé nos ensinamentos da Torá (Gênesis, Êxodo, Deuteronômio, Números e Levítico) faz da Torá o fundamento da relação com Deus e com as pessoas. A experiência de fé do êxodo e do exílio, aprofundam o sentido da vida marcada pela direção dada pelo Deus criador, libertador e salvador. Seja pelas palavras de Josué: “Agora, portanto, temam a Javé, servindo-o com integridade e fidelidade. Sirvam a Javé. Eu e minha família serviremos a Javé” (Js 24,14-15).

O Novo Testamento aproxima o discípulo de Cristo.  É pela adesão a Cristo e configuração a Ele, no Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição que se identifica o discípulo. É Cristo quem declara: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27).

A cruz é a referência do mestre e o sinal do discípulo. A ponto de Cristo, também, dizer: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo basta ser como o seu mestre, e para o servo ser como o seu senhor” (Mt 10,24-25).

Com esta expressão de Jesus podemos falar de leis sobre ser e fazer discípulos.

A lei da limitação (o mestre é o limite). “Nenhum discípulo é maior do que o mestre…” (Lc 6,40).  Jesus enunciou assim o princípio da limitação do aluno ao seu professor. O máximo que um discípulo conseguirá, depois de aprender tudo, é ser igual ao seu mestre. Este princípio vale para a maioria das áreas da vida, mas especialmente para a vida espiritual.

A lei da imitação (o mestre é o exemplo). “Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz…” (Jo 13,15-17). O princípio da imitação foi enunciado em um momento crucial da vida dos discípulos. Eles estavam recusando a tarefa de lavar os pés uns dos outros antes da ceia de comunhão. Jesus levanta-se, lava-lhes os pés, dando o exemplo. Os discípulos precisam imitar o mestre.

A lei da participação (o mestre é a conseqüência). “Nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir vocês também…” (Jo 15,20). Advertência e privilégio. O discípulo participa da vida e obra do mestre. Na verdade, o discípulo é o continuador da obra do mestre, de modo que ele também recebe a mesma resposta que o mestre recebeu

Quem quiser ser meu discípulo…

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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