QUEM PERSEVERAR ATÉ O FIM SERÁ SALVO!

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A perseverança é fundamental e necessária na vida! Sem perseverança não há caminho: nem começo e nem fim; não há esperança: nem sentido e nem motivos; não há projeto: nem objetivo e nem meta; não há sonho: nem horizontes e nem utopia. Sem perseverança não há vida, porque a vida se faz de caminho, de esperança e de projeto e de sonho.

Ora, viver não pode ser uma mera sucessão de dias e de acontecimentos; viver não pode ser um malfadado cumprimento do destino – uma vida de cartas marcadas; viver não pode ser uma sombra de uma luz que já nem existe mais; viver não pode ser um acaso; viver não pode ser um nascer, um crescer, um desenvolver e um morrer.

Viver tem que ser um recomeçar permanente, um redescobrir cada dia, um renovar sempre, um renunciar constante, um retomar persistente, é reconciliação diária. Viver é assumir-se obra inacabada que precisa ser aperfeiçoada cada dia, até chegar à plenitude, em Deus.

Santo Agostinho, bispo, século V., num de seus sermões chama-nos a atenção, exatamente, sobre esta questão da perseverança.

É ler e gostar!

“Qualquer angústia ou tribulação que sofremos é para nós aviso e também correção. As Sagradas Escrituras não nos prometem paz, segurança e repouso; o Evangelho não esconde as adversidades, os apertos, os escândalos; mas ‘quem perseverar até o fim, esse será salva’ (Mt 10,22).

O que de bom teve esta vida desde o primeiro homem, desde que mereceu a morte e recebeu a maldição, maldição de que Cristo Senhor nos libertou?

Não há então, irmãos, por que murmurar , como alguns deles murmuraram, como disse o Apóstolo, e pereceram pelas serpentes (l Cor 10,10).

Que tormento novo sofre hoje o gênero humano que os antepassados já não tenham sofrido? Ou quando saberemos nós que sofremos o mesmo que eles já sofreram? No entanto, encontras homens a murmurar contra seu tempo como se o tempo de nossos pais tivesse sido bom.

Se pudessem retroceder até os tempos de seus avós, será que não murmurariam? Julgas bons os tempos passados porque já não são os teus, por isto são bons.

Se já foste liberto da maldição, se já crês no Filho de Deus, se já estás impregnado ou instruído das Sagradas Escrituras, admiro-me de que consideres bons os tempos de Adão.

Esqueces que teus pais traziam consigo o mesmo Adão? Aquele Adão a quem foi dito: ‘No suor de teu rosto comerás teu pão e lavrarás a terra donde foste tirado; germinarão para ti espinhos e abrolhos’ (cf. Gn 3,19 e 18). Mereceu isto, aceitou-o, como vindo do justo juízo de Deus. Por que então pensas que os tempos antigos foram melhores que os teus? Desde aquele Adão até o Adão de hoje, trabalho e suor, espinhos e cardos. Caiu sobre nós o dilúvio? Vieram os difíceis tempos de fome e de guerra, que foram escritos para não murmurarmos agora contra Deus?

Que tempos aqueles! Só de ouvir, só de ler, não nos horrorizamos todos? Mais razões temos para nos felicitar que para murmurar contra o nosso tempo.”

Agora, diga a verdade: não é por precipitação que jogamos fora a maior parte (pra não dizer tudo) das melhores coisas, das melhores experiências, das melhores oportunidades, das melhores ocasiões? Diz a sabedoria popular que, “o apressado como cru e quente” e nunca consegue saborear, com bom paladar aquilo que vai para a mesa; porque o tempo da mesa nunca chega a ser permitido, por pura precipitação.

Controlemos, pois, os nossos impulsos para não desperdiçarmos a hora da graça, no tempo de Deus.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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