Quaresma: sentindo o caminho com o coração!

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Na caminhada da fé, a quaresma põe um marco fundamental que visibiliza o processo de conversão pessoal e comunitário: a entrega do coração a Deus para que ele tome conta de todo o nosso ser.

É desta maneira que o profeta Oséias sinaliza a novidade da caminhada com Deus que nos re-conquista pelo coração: “Agora, sou eu que vou seduzi-la, vou levá-la ao deserto e conquistar seu coração. Aí eu lhe devolverei as videiras, e o Vale da Desgraça se transformará em Porta da Esperança. Aí ela vai me responder como nos dias de sua mocidade, como no dia em que saiu da terra do Egito” (Os 2,16-17).

A quaresma chegou! Somos convidados a sentir, com o coração, o caminho e a caminhada de conversão. Quarta-feira de cinzas, não é apenas o começo da quaresma e pronto. Antes, quarta-feira de cinzas é o sentido da quaresma. A cinza que é colocada na cabeça com as palavras: “convertei-vos e crede no evangelho” é o indicativo de que toda a vida, iluminada pela quaresma, é para a conversão a partir de atitudes humildes de arrependimento diante do Senhor.

Para ajudar, no caminho da conversão, a Igreja sempre coloca um apelo concreto de conversão, através da campanha da fraternidade. Neste ano, o tema é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema é “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15). O objetivo Geral é “Cuidar da criação de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos à luz do Evangelho.

Quais são as reflexões propostas pela campanha da fraternidade

Biomas são conjuntos de ecossistemas com características semelhantes dispostos em uma mesma região e que historicamente foram influenciados pelos mesmos processos de formação. No Brasil temos 06 biomas: a Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e o Pampa. Nesses biomas vivem pessoas, povos, resultantes da imensa miscigenação brasileira.

Os biomas brasileiros sofrem interferências negativas desde a chegada dos primeiros colonizadores ao Brasil, logo após Pero Vaz de Caminha ter escrito para o rei de Portugal afirmando que as “águas são muitas, infinitas. Em tal maneira graciosa (a terra) que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem”.

Os colonizadores começaram a extração do pau-brasil usando, no início, a mão de obra escrava de indígenas e mais tarde dos africanos. Hoje, após mais de 500 anos daquela carta, o que restou da beleza natural descrita por Pero Vaz de Caminha?

A Igreja Católica há algum tempo, tem sido voz profética a respeito da questão ecológica. Neste início do terceiro milênio, ter uma população de mais de 200 milhões de brasileiros, sendo mais de 160 milhões vivendo em cidades gera sérias preocupações. O impacto dessa concentração populacional sobre o meio ambiente produz problemas que põem em risco as riquezas dos biomas brasileiros.

À luz da fé, nos interrogaremos nas reflexões desta Campanha da Fraternidade de 2017 sobre o significado dos desafios apresentados pela situação atual dos biomas e dos povos que neles vivem. E abordaremos as principais iniciativas já existentes para a manutenção de nossa riqueza natural básica. Apontaremos propostas sobre o que podemos e devemos fazer em respeito à criação que Deus nos deu para cultivá-la e guardá-la.

Oração da CF 2017

Deus, nosso Pai e Senhor, nós vos louvamos e bendizemos, por vossa infinita bondade. Criastes o universo com sabedoria e o entregastes em nossas frágeis mãos para que dele cuidemos com carinho e amor.

Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela Casa Comum.

Cresça em nosso imenso Brasil o desejo e o empenho de cuidar mais e mais da vida das pessoas e da beleza e riqueza da criação alimentando o sonho do novo céu e da nova terra que prometestes. Amém!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

 

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