Quaresma de novo? Não! Nova Quaresma!

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O risco de reduzir os acontecimentos a uma data ou ao calendário é de empobrecer a dinâmica da vida e da história que não se repete, não é cíclica e nem é rotineira.

Quando a gente se coloca diante de um acontecimento e, dele, faz memória e, o celebra, o que estamos fazendo, na verdade, é tirar o seu véu, receber a sua mensagem, atualizar os seus apelos, enriquecer o seu sentido e materializar um compromisso num novo contexto e práxis.

O que não é memorial, também, não é celebrado, e, por isso, não ultrapassa a esfera do trivial, do banal e da rotina. Consome-se, simplesmente, como data e é esquecido no calendário.

A quaresma está ai! Para muitos, nada de novo; é, mais uma quaresma; é como se fosse uma repetição e mesmice. Talvez! Quem sabe!? Na verdade, esse é o grande desafio, não só da quaresma, mas, de todo e qualquer acontecimento. Se não passa pelo crivo memorial e, portanto, celebrativo, não sobrevive ao desprestígio de ser tratado como mera data do calendário; ou quando muito, granjeado como feriado ou ponte de feriado prolongado.

Ninguém é obrigado ao memorial da quaresma, mas, ela é um grande retiro espiritual, porquanto oferece um itinerário de fé para o aprofundamento da conversão pessoal e comunitária.

No calendário, a quaresma inicia-se na quarta-feira de cinzas e se prolonga até os dias antes da páscoa. Enquanto chama à penitência e à mudança de atitude na prática da caridade, do jejum e da oração, a Igreja, no Brasil, indica um caminho concreto de conversão, através da Campanha da Fraternidade. Neste ano de 2015 a Campanha traz o tema – Fraternidade: Igreja e Sociedade e, o lema – “Eu vim para servir” (Mc 10,45).

“A CF 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.”

Vejamos os objetivos, conforme o texto base:

Objetivo geral

Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

Objetivos específicos

– Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

– Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes.

– Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

– Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

– Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

– Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.

Olhando desta maneira não tem como repetir inadivertidamente: “Quaresma de novo?” Ao invés disso, declararemos felizes e convictos: é tempo de graça, uma nova quaresma acontece entre nós.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos – Dia 19/02/2015.

 

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