Na noite da Quinta-feira Santa de 2026, a cidade de Oeiras viveu mais uma vez a força de sua fé com a realização da tradicional Procissão do Fogaréu. A celebração teve início nas imediações da Catedral de Nossa Senhora da Vitória, reunindo uma multidão de homens que, com tochas acesas, percorreram as ruas do centro histórico em um cenário marcado pelo silêncio, oração e profunda devoção.
Durante o percurso, houve chuva, mas a procissão seguiu normalmente, mantendo viva a participação dos fiéis e o espírito de recolhimento que marca este momento tão significativo da Semana Santa.
A Procissão do Fogaréu, uma das mais expressivas manifestações da religiosidade popular, representa a busca e a prisão de Jesus Cristo, sendo vivida não apenas como tradição, mas como uma verdadeira experiência de fé do povo de Oeiras e de todo o sertão do Piauí.
Um dos momentos mais marcantes da celebração foi o Sermão do Fogaréu, proclamado pelo padre Kleyton Vieira, que, com suas belas e profundas palavras, conduziu os fiéis a uma intensa reflexão sobre a caminhada cristã. Em sua pregação, destacou: “Nós também, muitas vezes, caminhamos na escuridão… procurando um sentido, procurando uma luz para a nossa vida.”
O sacerdote também ressaltou: “Seguir Jesus Cristo não é um caminho fácil… é um caminho que exige renúncia, exige entrega, exige carregar a cruz.” Em outro momento forte, provocou os fiéis à reflexão ao afirmar: “Cristo continua sendo procurado… mas a grande pergunta é: nós estamos realmente dispostos a encontrá-lo?”
Concluindo sua mensagem, recordou o sentido maior da fé cristã ao afirmar: “A cruz não é o fim… a cruz é caminho de vida, é caminho de salvação.”
A manifestação reafirma a importância da Semana Santa para o povo sertanejo, que encontra na tradição do Fogaréu um sinal vivo de sua identidade religiosa. Entre luzes, passos silenciosos e orações, Oeiras mais uma vez testemunhou a beleza de uma fé que resiste ao tempo e permanece acesa no coração de seu povo.
Por Breno Barbosa
















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