PENSAR NÃO DÓI E FAZ BEM!

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A preguiça mental, associada à vida fácil, justifica todo tipo de “escora”.

Tem gente que se encosta em tudo e em todos.

Há os que se encostam no médico, no prefeito, no padre, no pai, na mãe, no amigo, na política, no emprego, nas entidades, nas associações; nas cestas… “de graça, até injeção na testa!”, dizem alguns.

Há também os que se encostam em Deus, na bênção, no passe, no despacho, na magia, no tarô, no horóscopo, nos búzios, nas cartas, nas runas, nas previsões, na sorte…

Pessoas dessa índole querem que o mundo acabe em barranco para viverem encostadas. Acrescente-se a este comodismo a passividade: gente assim nunca toma iniciativa. Ora, para que “esquentar a cabeça”? Recebem tudo de graça; basta fazer “ar de choro” ou ter uma criança como escudo e tudo está arranjado; fica “mole pro gato”.

A realidade presente é uma denúncia incisiva: existem muitos aproveitadores. Mas, há os que precisam de fato. E, estes acabam sempre mal, pois a única coisa que acabam ganhando é o descrédito e a desconfiança dos que passaram primeiro. Não é à toa que existe o jargão popular: “papagaio como o milho e periquito leva a fama”.

Não podemos ser ingênuos. Existe desonestidade até mesmo entre os que não tem nada e vivem do que é dos outros. Também pudera, o mal exemplo vem de cima. É sempre assim: na vida, “quando os que governam perdem a vergonha os que são governados perdem o respeito”. E, tudo acaba em nada porque, como é que “o sujo vai falar do mal lavado?”

Infelizmente, existe entre nós uma cultura assistencialista, que mais sugere desencargo de consciência, permitindo um acelerado, contínuo e vicioso processo de “mendicância” que, nas mãos de muitos, virou um dos “negócios” mais rentáveis do que o trabalho de sol a sol.

As pessoas precisam deixar de “maquinar” esquemas pra viver bem e começar a pensar a própria existência para viver com autenticidade.

Parece muito bom ter sempre alguém resolvendo os meus problemas e bancando as minhas contas, mas a vida de sanguessuga é muito curta e infeliz.

Não vale a pena explorar os outros, usando como álibi necessidades sagradas de subsistência que amolecem, até mesmo, o coração dos mais duros dos homens.

Pense bem antes de qualquer atitude ou comportamento injusto. “O que adianta ganhar o mundo e perder a vida?”

Pensar não dói e faz bem à vida!

Vejamos o que diz o livro do Eclesiástico sobre isso:

“O homem de bom senso não deixa de refletir, enquanto o estrangeiro e o orgulhoso não conhecem o temor. Não faça nada sem refletir, e não mude de idéia enquanto está agindo” (Eclesiástico 32,18-19).

“A palavra é o princípio de qualquer obra, e antes de agir, é preciso refletir. A raiz dos pensamentos é a mente, e ela produz quatro ramos: bem e mal, vida e morte. Mas os quatro são dominados pela língua. Existe quem é capaz de instruir muitas pessoas, mas é inútil para si mesmo. Existe quem ostenta sabedoria em palavras, mas é detestado e acaba morrendo de fome” (Eclesiástico 37,16-20).

“Muitos pecam por amor ao lucro, e quem busca enriquecer-se age sem escrúpulos. Entre as junturas das pedras finca-se a estaca, e entre a compra e a venda o pecado se infiltra. Se a pessoa não se agarra com firmeza ao temor do Senhor, sua casa logo será destruída” (Eclesiástico 27,1-3).

Podemos fazer a diferença, fazendo diferente.

Somos todos responsáveis e capazes de mudanças que começam em nós e por nós porque. Usemos a fé e a razão para darmos conta da vida e das situações que estão diante de nós, cada dia.

Por: Pe. Edivaldo Pereira Rodrigues

Foto: Google

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