Papa conclui viagem ao Azerbaijão com encontro inter-religioso

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Representantes de várias Igrejas cristãs e responsáveis judaicos, além de líderes islâmicos, participaram de encontro com o Papa Francisco

O Papa encerrou neste domingo, 2, na Grande Mesquita de Baku, capital do Azerbaijão, a sua segunda visita à região do Cáucaso, com uma mensagem em favor do diálogo inter-religioso e contra a instrumentalização violenta da fé.

“Deus não pode ser invocado para interesses de parte nem para fins egoístas; não pode justificar qualquer forma de fundamentalismo, imperialismo ou colonialismo. Mais uma vez, deste lugar tão significativo, levanta-se o grito angustiado: nunca mais a violência em nome de Deus”, disse Francisco, durante um encontro inter-religioso, que concluiu a sua viagem de três dias, iniciada esta sexta-feira na vizinha Geórgia.

No último compromisso público no Azerbaijão, onde tinha chegado esta manhã, o Papa sustentou que as religiões não devem ser “instrumentalizadas” nem se podem prestar a “apoiar conflitos e confrontos”.

O Papa descalçou-se à entrada da Mesquita, depois de ter sido recebido pelo xeque dos muçulmanos do Cáucaso, Allahshukur Pashazadeh, com quem trocou presentes.

Já perante representantes de várias Igrejas cristãs e responsáveis judaicos, além de líderes islâmicos, Francisco condenou as “reações rígidas e fundamentalistas” dos que querem impor atitudes “extremas e radicalizadas”, que considerou “as mais distantes do Deus vivo”.

O Pontífice defendeu uma atitude de fraternidade e partilha entre religiões para combater as intenções de quem quer salientar divisões, reacender tensões e enriquecer à custa de conflitos.

A intervenção elogiou depois a capacidade das religiões de ajudar os seres humanos “em busca do sentido da vida”.

“A religião é, pois, uma necessidade para o ser humano realizar o seu fim, uma bússola a fim de o orientar para o bem e afastá-lo do mal”, precisou.

Francisco pediu uma “ligação virtuosa entre sociedade e religiões, uma aliança respeitosa”  que exige “efetiva e autêntica liberdade” de consciência e de credo.

O Papa convidou os líderes religiosos a procurar um futuro de paz, uma necessidade urgente para a “noite dos conflitos” que o mundo está a viver.

No final do encontro, Francisco deixou votos de que cultura e religiosidade dos povos do Cáucaso inspirem o futuro da região a cultura europeia.

A comitiva papal seguiu depois para o Aeroporto de Bacu, concluindo assim a 16ª viagem internacional do pontificado.

Fonte: canção nova

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