Os cristãos no mundo

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Como identificar os cristãos? Pela Bíblia? Pela Igreja? Pelo Palavreado? Pelos trejeitos? Pela roupa? Pelos costumes? Pelos amigos?

“Os cristãos não se diferenciam dos outros homens nem pela pátria nem pela língua nem por um gênero de vida especial. De fato, não moram em cidades próprias, nem usam linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de extraordinário. A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apóia em qualquer teoria simplesmente humana, como tantas outras.

Todo país estrangeiro é sua pátria e toda pátria é para eles terra estrangeira. Casam-se como toda gente e criam seus filhos, mas não rejeitam os recém-nascidos. Têm em comum a mesa, não o leito.

São de carne, porém, não vivem segundo a carne. Moram na terra, mas sua cidade é no céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com seu gênero de vida superam as leis. Amam a todos e por todos são perseguidos. Condenam-nos sem os conhecerem; entregues à morte, dão a vida. São pobres, mas enriquecem a muitos; tudo lhes falta e vivem na abundância” (Trecho da carta a Diogneto, século II).

O que diferencia os cristãos são, basicamente, três coisas:

  1. A ressurreição de Cristo

“Ora, se nós pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns de vocês dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou; e se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês têm” (1 Cor 15,12-14)

A vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, na cruz, encheu de sentido a nossa vida, uma vez que, pelo batismo fomos configurados a ele em sua morte e ressurreição. Pois, se a ressurreição é a vida de Cristo na glória, ele não a vive para si. Ele “ressuscitou por nós” (Oração Eucarística IV). A realização da ressurreição é a presença vital do Cristo em nós, para que sejamos Cristo no mundo.

  1. A vida segundo o Espírito

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. Então, eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Advogado, para que permaneça com vocês para sempre. Ele é o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele mora com vocês, e estará com vocês” (Jo 14,15-17).

O Espírito de Deus é que opera tudo, em nós, em pentecostes cotidianos: pela força de seu sopro de vida, pela luz de sua sabedoria, pelo misterioso impulso de sua palavra, pelo ardor de seu amor. A vida cristã não é completa sem a efusão do Espírito Santo, que os apóstolos impetravam pela imposição das mãos (At 10,44-48). O Espírito une a todos, ele é o Espírito da unidade.

  1. O testemunho (martírio) de vida

“Ao contrário, reconheçam de coração o Cristo como Senhor, estando sempre prontos a dar a razão de sua esperança a todo aquele que a pede a vocês, mas com bons modos, com respeito e mantendo a consciência limpa. Assim, quando vocês forem difamados em alguma coisa, aqueles que criticam o bom comportamento que vocês têm em Cristo ficarão confundidos. Pois, se é da vontade de Deus que vocês sofram, é melhor que seja por praticarem o bem, e não o mal” (1Ped 3,15-17).

Estamos em litígio com o mundo. O mundo pede contas de nós, mas é a Deus que devemos prestar contas. Isso, porém, não nos exime de responder ao mundo a respeito de nossa esperança. E essa esperança está fundada na ressurreição de Cristo. O mundo pode nos matar, como matou Jesus. Mas, no Espírito que fez viver o Cristo, viveremos. O cristão sabe que Cristo é mais decisivo para ele que os tribunais do mundo.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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