ORAÇÃO É ALIMENTO: SUSTENTO DO CRISTÃO!

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Remédio e Alimento são úteis e necessários para a vida humana e, desprezá-los, sob qualquer pretexto, é uma enorme insensatez. É, também, insensatez fazer do remédio, alimento e do alimento, remédio. Essa insensatez comporta grave risco para a integridade pessoal de qualquer indivíduo.

Ora, qualquer pessoa sabe que remédio tem um valor terapêutico, é indicado para o tratamento de saúde, nas diversas situações patológicas (doenças) e, administrado, levando-se em conta o tempo necessário para a cura. Geralmente, o remédio, é indicado e prescrito pelo médico. Qualquer pessoa, também, sabe que alimento tem um valor nutricional, serve como fonte de matéria e energia para realizar funções vitais (crescimento, movimento, reprodução), seja comida ou bebida.

Não é difícil encontrar quem se medica por conta própria; quem é viciado em remédio; quem receita os seus remédios aos outros e quem suspende os remédios baseado em qualquer melhora… Não é difícil encontrar, também, quem se alimenta com ‘bobagens’; quem se alimenta como um glutão; quem se alimenta com bebida e quem não se alimenta de forma nenhuma.

A combinação responsável entre utilidade e necessidade faz do remédio e do alimento uma questão vital.

Vamos trazer toda essa discussão para o universo da fé, a fim de tratarmos o tema da oração, na vida cristã.

A Bíblia fala, muito, de oração: os patriarcas e matriarcas, os juízes e juízas, os profetas e profetizas… Jesus fala, muito, de oração e a pratica… Os apóstolos pedem para que Jesus os ensine a rezar… As primeiras comunidades vivem da oração… Muitos falam de oração… A Igreja fala de oração.

O que é a oração?

Santa Terezinha do Menino Jesus assim se expressa: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”

São João Damasceno diz: “A oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes”

O Catecismo da Igreja Católica, numa belíssima retomada do sentido bíblico da oração, enfatiza-a como Dom de Deus, como Aliança e como Comunhão.

“De onde é que falamos, ao orar? Das alturas do nosso orgulho e da nossa vontade própria, ou das ‘profundezas’ (Sl 130, 1) dum coração humilde e contrito? ‘Aquele que se humilha é que é elevado’ (Lc 18, 9-14). A humildade é o fundamento da oração. ‘Não sabemos o que havemos de pedir para rezarmos como deve ser’ (Rm 8, 26). A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: ‘o homem é um mendigo de Deus’, diz Santo Agostinho.”

Tanto Santa Terezinha, quanto São João Damasceno, como o Catecismo da Igreja Católica deixam entrever, em suas definições, a ligação existente entre oração e o cotidiano; como coisa necessária, dia-a-dia; como algo que faz parte da vida, naturalmente, no sentido de alimento.

A noção de oração, no sentido de alimento, é algo tremendamente revolucionário e comprometedor. Porque implica necessidade diária e, por conseguinte, busca diária.

A oração é, antes de tudo, alimento. Mas, para muitos, oração, ainda, continua sendo remédio, usada, ocasionalmente, em situações de dor, de problema, de dificuldade, de aperto, de doença, de morte, de perda, de desespero… de extrema necessidade. Infelizmente, essa é uma visão habitual. Não são poucos os que pensam assim. Não são poucos os que vivem e se expressam assim.  Mas, não! Oração é alimento e deve fazer parte de toda a nossa vida, em qualquer situação em que nos encontrarmos: alegria ou tristeza, saúde ou doença, conquista ou derrota, perda ou ganho, sucesso ou fracasso… vida ou morte.

Oração é alimento: é o sustento na vida do Cristão!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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