O seu reino não terá fim

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Jesus é Rei! Mas, não é um rei como nenhum rei: seu Reino não é deste mundo e seu reinado é na base do amor-doção.
Maria recebe a anunciação do Anjo Gabriel mas, junto com as palavras dirigidas a ela, a respeito da missão que a espera, vem a revelação do Reino e Reinado do Menino-Rei-Jesus.
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: (…) ‘Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.’ Maria perguntou ao anjo: ‘Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?’ O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus” (Lucas 1,26-38).
Antes disso, bem antes, o profeta Isaías profetizava, com grande eloquência, o advento de um tempo bom, pelo nascimento do Rei-Messias:
“Pois saibam que Javé lhes dará um sinal: ‘A jovem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará pelo nome de Emanuel. Ele vai comer coalhada e mel, até que aprenda a rejeitar o mal e escolher o bem. Mas, antes que o menino aprenda a rejeitar o mal e escolher o bem, a terra desses dois reis que lhe estão causando medo será arrasada. Javé há de trazer para você, para o seu povo e para toda a família do seu pai, dias de felicidade como nunca houve desde o dia em que Efraim se separou de Judá” (Isaías 7,14-17).
Tendo assumido, até às últimas consequências, o seu reinado, o próprio Jesus, num momento grave de sua missão (a prisão, o julgamento e a condenação) faz várias declarações inquietantes e incisivas, diante do rei-deste-mundo:
“Então Pilatos entrou de novo no palácio. Chamou Jesus e perguntou: ‘Tu és o rei dos judeus?’ Jesus respondeu: ‘Você diz isso por si mesmo, ou foram outros que lhe disseram isso a meu respeito?’ Pilatos falou: ‘Por acaso eu sou judeu? O teu povo e os chefes dos sacerdotes te entregaram a mim. O que fizeste?’ Jesus respondeu: ‘O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue às autoridades dos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui.’ Pilatos disse a Jesus: ‘Então tu és rei?’ Jesus respondeu: ‘Você está dizendo que eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade, ouve a minha voz’” (João 18,33-37).
São Paulo, fazendo uma releitura da ação-presença de Jesus considera a profundidade e as consequências da ‘entrada’ de Jesus neste mundo de muitos reis, rainhas e reinados e poucos servidores.
“Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2,6-11).
Jesus é Rei e, seu Reino não terá fim porque o seu “reino não é deste mundo” (Jo 18,36) do poder, do dinheiro, da ganância, da disputa, da competição, da corrupção. O seu Reino é da Justiça, da Paz e do amor porque “justiça e paz se abraçam” (Sl 85,11) e “o amor jamais passará” (1Cor 13,8).
É deste Rei que somos chamados a ser servidores e seguidores!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

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