O reino de Deus chegou!

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“E Jesus dizia: ‘A que é semelhante o Reino de Deus, e com o que eu vou poderia compara-lo?  Ele é como a semente de mostarda que um homem pega e joga no seu jardim. A semente cresce, torna-se árvore, e as aves do céu fazem seus ninhos nos ramos dela’. (…) Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado’” (Lucas 13,18-21).

 

Seria bom se conseguíssemos ser simples. As vezes parecemos simples, mas, infelizmente, acabamos sendo simplórios. Temos a mania de complicar as coisas simples. Aliás, ‘para que simplificar se nós podemos complicar’? Esta é a nossa grande dificuldade e o nosso problema. Por causa disso sofremos e fazemos sofrer. A questão é que, a falta de simplicidade não é uma limitação humana, mas, uma resistência. Somos resistentes. Não entendemos as coisas profundas porque somos pura resistência.

Nosso senso de realidade está afetado pela superficialidade e nossa esperança também. Vivemos do que parece ser o melhor, o mais bonito, o mais verdadeiro, o mais profundo o mais duradouro, o mais profundo… Engano! É tudo efemeridade! É tudo simulação!  Como diz a Palavra: “Ó suprema fugacidade! Tudo é fugaz!” (Ecle 1,2).

A superficialidade não é uma simples tendência, mas, uma mentalidade; um esquema de vida; um projeto. O mundo é superficial; come e bebe superficialidade; respira superficialidade; ensina superficialidade; vende superficialidade.

As consequências disso são trágicas: o simples parece ridículo, a força parece fraqueza, a eficiência parece eficácia, a alegria parece tristeza, o bem parece mal, a verdade parece mentira, o justo parece injusto…

A satisfação com o imediato, o deslumbramento com o portentoso, o fascínio da matéria, a tirania dos desejos, a ostentação do luxo… tudo isso nos faz herdeiros de um faz de conta que não existe nem nas histórias do imaginário infantil. Isso é diabólico é anti-Reino.

Somos uma geração de apressados e, como ‘a pressa é inimiga da perfeição’, à semelhança de quem foi convidado para uma festa chique, imprudentemente, comemos todos os quitutes com tal voracidade que, ao chegar o prato principal, gememos de repugnância. E, para não perder, também aquele prato, forçamos o vômito, mesmo sem o paladar suficiente para apreciar o seu sabor. O que resulta disso é que, ao invés de satisfeitos, ficamos enfastiados, sem conseguir ver comida por um bom tempo. Nossos olhos que deveriam ser portas da esperança são portais do desespero.

Além disso, há uma síndrome de guru que viceja uma nova ordem de impotentes e deficientes existenciais. Um exército de dependentes que come do que lhes dão (mesmo que seja o pão que o diabo amassou) e que prefere isso a ter que pôr a mão na massa e fazer o próprio pão; a ter que construir a própria estrada; a ter que fazer o próprio destino; a ter que escrever a própria história.

Jesus sempre apresenta as coisas profundas de maneira simples porque é simples. E mais, faz disso a sua oração: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra porque escondestes essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos” (Mt 11,25). A proposta do Reino, por ele apresentada, é de Satisfação completa e de realização verdadeira.  Entretanto, quem adere a novidade do Reino, precisa ter nova mentalidade e novos critérios.

O Reino de Deus, à comparação de Jesus, acontece no meio tempo entre a semeadura e a planta crescida; entre a farinha levedada e o pão assado. Em termos existenciais e humanos, o Reino acontece entre o nosso nascimento e a nossa morte. Portanto, precisamos de toda a nossa existência para experimentarmos o Reino de Deus. E é engano pensarmos que temos todo o tempo do mundo.  A vida é curta demais se levarmos em conta que somos superficiais e o Reino Profundo. Como diz Jesus: ´é preciso ser simples’!

 

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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