O PAÍS DOS ESCÂNDALOS!

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O cenário político-econômico-social-etc, brasileiro, não poderia ser mais nefasto. Onde não tem escândalo? O discurso da crise é “conversa para boi dormir”. Crise? Crise nada! Tudo o que está acontecendo na “pátria amada idolatrada, salve, salve” é pura falta de severidade ética e moral; falta de imparcialidade da justiça; falta de decoro nos modos; falta de radicalidade do Evangelho; falta de vergonha na cara.

Infelizmente, desde as suas origens, o Brasil foi invadido por renegados e escórias que, lotaram as esquadras da metrópole imperialista e, aqui, foram despejados como lixo humano. Será que é por isso que estamos assombrados por crimes, escândalos, malevolência política e impunidade?

Seria muito bom – ótimo – se houvesse a possibilidade, ainda que remota, de uma máquina do tempo, no Brasil, para mandarmos de volta todos os canalhas com suas estirpes e, assim, retomarmos a paz dos silvícolas, antes da invasão de além mar.

Até quando vamos ter que suportar tanta degeneração e desmantelo?

Se há manifestação nas ruas desqualificam-na, como pouco representativa; se há greve geral chamam-na de baderna e anarquia; se há pronunciamento das instituições ‘dão de ombro’ como quem diz ‘to nem ai’; se há pressão política de oposição levantam o muro do suborno e da vergonhosa compra de apoio; se algum aliado não concorda com a bandalheira orgiástica e, sai do enquadramento político, fazem retaliações, com sanções e puxão do tapete; se há acionamento da justiça usam as inúmeras brechas na lei, a morosidade, a imunidade e o golpe e, ainda pousam de heróis; se são presos nada sofrem na prisão, antes, são contemplados ‘habeas corpus’, solturas, inocentações, prisão domiciliar e outras promoções…

E então, o que vamos fazer? Vamos cruzar os braços… partir para a luta armada… anular o voto… nos conformar com a situação… ficar com raiva e ganhar uma úlcera? Ou vamos esperar pela morte para que, das regiões infernais venha o castigo merecido aos intocáveis da nação?

Nada disso! O princípio, de tudo, é pessoal com o agravante cultural. Infelizmente, os pequenos e grandes delitos, as inúmeras afrontas à lei, a moral, ao bom costume e à ética e a disseminação da violência e seu corolário de maldades estão ai fazendo parte de nós. É uma loucura pensar que existe um endosso sócio-cultural antecipado pelo comportamento indevido e pelas muitas práticas aceitáveis, entre nós, como normais e inimputáveis como crime… mas, é este o círculo vicioso. Não quer dizer que, somos todos canalhas, mas, todos nós temos responsabilidade com a institucionalização do escândalo.

O que fazer, então?

Se pensamos em ações imediatas, antes do mea culpa devemos chamar a nossa consciência para a radicalidade do evangelho, haja vista que somos uma nação com um grande peso e potencial religioso, por muito tempo, majoritariamente católico, agora, efervescente da pluralidade religiosa. Chamemos nossa reação para Mateus 18,6-9:

“Quem escandalizar um desses pequeninos que acreditam em mim, melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço, e ser jogado no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! É inevitável que aconteçam escândalos, mas ai do homem que causa escândalo! Se a sua mão ou o seu pé é ocasião de escândalo para você, corte-o e jogue-o para longe de você. É melhor para você entrar para a vida sem uma das mãos, ou sem um dos pés, do que ter as duas mãos ou os dois pés, e ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho é ocasião de escândalo para você, arranque-o e jogue-o para longe de você. É melhor para você entrar para a vida com um olho só, do que ter os dois olhos, e ser jogado no inferno de fogo.”

Que a luz do Evangelho nos torne capazes de canalizar toda a nossa indignação e inconformismo contra a institucionalização do escândalo para a responsabilidade cidadã. As pressões devem aumentar sobre os representantes políticos e sobre a justiça; a manifestação da sociedade deve crescer nas redes sociais e, também, nas ruas; a sociedade civil organizada deve se unir, mostrar a cara e se manifestar…

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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