O PAI TEM PRAZER DE DAR-LHES O REINO

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“Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês tem prazer em dar-lhes o Reino” (Lc 12,32).

O Pai tem prazer em dar-nos o Reino! Por que?

Afinal, quem somos nós para Deus? O que é o Reino para que o Pai tenha prazer em dá-lo a nós?

É algo tão bom ou melhor do que aquilo que nós esperamos, queremos, procuramos e, buscamos? O que tem a ver conosco? É de comer, de beber ou de vestir? Em que é compatível com a nossa vontade?

Todos nós estamos cercados de necessidades e vontades. Claro! São propensões humanas, legítimas e naturais. São duas forças importantes e verdadeiras. Estão na base de nossas lutas e buscas; de nossas expectativas e esperanças; de nossos desejos e anseios.

São importantes e verdadeiras, mas, em nós, são confusas e tensas, principalmente em relação à intensidade, à prioridade, ao tempo e ao momento.

Geralmente, sacrificamos as necessidades para satisfazer as nossas vontades, sem, nem sequer, medirmos a gravidade e as conseqüências das nossas escolhas e atos.

Vivemos pendurados nas urgências, por causa das ilusões. Temos pressa! Não pode ser para depois: tem que ser agora. Não dá para esperar; não dá para pensar; não dá para refletir. Tem que ser agora!

A imposição da vontade acontece por causa do império dos instintos. Se quem manda são os instintos, então, não há tempo a perder. Tem que ser agora! A vontade é impulsiva, imediatista, passageira e pouco profunda, como os instintos. Por isso as pessoas vivem frustradas, decepcionadas e descontentes? Não há nada que satisfaça as nossas vontades porque elas são insaciáveis, não têm freios e querem sempre mais. A vontade é humana; sua natureza é instintiva. E os instintos são pouco profundos.  Qualquer que seja a nossa vontade, precisa ser medida, refletida, controlada e decidia, antes de ser realizada.

Necessidade e vontade são confusas, tensas, conflitivas e um desafio para nós porque:

– Não nos conhecemos de verdade. Somos estranhos para nós mesmos! Não somos, simplesmente, animais racionais. Somos pessoas capazes de consciência, liberdade e vontade. A vontade sozinha não tem profundidade.

– Estamos em desacordo com o tempo e o momento (Ecle 3,1-8). Conhecemos o tempo, apenas, como relógio e calendário e o tempo é mais; é Kairós (momento oportuno, tempo de Deus, dom, graça…). “Há, porem, uma coisa que vocês, amados, não deveriam esquecer: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos são como um dia” (2Pd 3,8).

– Falta visão de fé sobre a vida. Não pertencemos a este mundo, mas a Deus. Fomos criados para a vida eterna. O túmulo não é o nosso fim. Presente, passado e futuro são dimensões do tempo que apontam para a eternidade. É muito pouco os sabores deste mundo. Nossa esperança não deve ser só para este mundo (1Cor 15,19). O fato é que não sabemos o que pedir, como e quando. Precisamos do auxílio do Espírito Santo (Rm 8,26).

– Existe um hiato entre o nosso pedido e a resposta de Deus.  A impressão que dá é que ele não ouve, não entende e demora. “O Senhor não demora para cumprir o que prometeu, como alguns pensam, achando que há demora” (2Pd 3,9a.).

– Não compreendemos a vontade de Deus e não a aceitamos, porque queremos uma coisa e Deus dá outra, ou não dá. Pudera! A vontade de Deus não está baseada em nossa vontade, mas, em nossa necessidade. Ele sabe o que, de fato, precisamos. Ele não quer que ninguém se perca. “É que Deus tem paciência com vocês, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter” (2Pd 3,9b).

O Reino de Deus é o próprio Deus. É a Trindade e tudo o que a ela se refere. É um mundo novo; uma vida nova…

Você tem prazer em receber o Reino que o Pai tem prazer em dar a você?

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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