O MISTÉRIO DA SEMENTE!

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Não há quem não fique tocado pela formosura de uma planta: suas folhas, galhos, tronco, flores… crescimento. Não há quem não fique deslumbrado com a beleza de uma flor: variedade, nuanças de cor, forma, tamanho, perfume… raridade. Não há quem não se encante com a exuberância de um fruto: tamanho, cor, cheiro, sabor, qualidade… produção. Tudo por causa da semente! Sim! Não fosse a semente, não haveria planta; não haveria flor, não haveria fruto.

A semente é a razão de ser de todo ser vivo, animal e vegetal, segundo a sua espécie e, de acordo com uma ordem bem determinada. A semente estabelece a origem de todo ser nascido. E, por isso, sem semente, a vida não nasce, não cresce e não se desenvolve.

O campo, a terra ou o lugar onde a semente é lançada, semeada, plantada… é tão importante, quanto a semente. Sem um lugar onde oferecer a sua potencialidade, a semente não nasce, não cresce, não se desenvolve e não dá fruto.

O Semeador é o responsável imediato pelo ofertório da semente. Sem o semeador, a semente não completa a sua entrega; não realiza a sua vocação-missão; não favorece a multiplicação; não permite o mistério da vida-morte-vida. O Semeador tem méritos de multiplicador, mesmo que este semeador seja, simplesmente, o vento, as águas, os pássaros, os insetos e outros desconhecidos agentes.

Nas mãos do semeador a semente ganha uma história de multiplicação que passa, necessariamente, pela transformação em meio a morte. Uma vez estabelecida no lugar da fecundação, a semente precisa entregar-se à mutação que passa pela renúncia de si mesma, num processo necessário de vida-morte-vida. A semente que se entrega a este processo permite a formosura da planta, o deslumbramento da flor e a exuberância do fruto. Diz o Senhor: “Eu garanto a vocês: se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto” (Jo 12,24).

O que é verdade para o mundo vegetal, é, verdade, também, para o mundo animal, inclusive o ser humano: nossa origem tem valor de semente e, portanto, somos responsáveis pela reprodução da vida na força e no dinamismo de semente que gera sementes.

Uma lição importante nos vem do livro do Profeta Isaías, chamando a atenção para os cuidados do primeiro semeador, que é Deus, em relação a nós, campo onde ele semeia a sua Palavra: “Da mesma forma como a chuva e a neve, que caem do céu e para lá não voltam sem antes molhar a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, a fim de produzir semente para o semeador e alimento para quem precisa comer, assim acontece com a minha palavra que sai de minha boca: ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei” (Is 55,10-11).

É o próprio Jesus quem, na parábola do semeador, estabelece uma conexão entre os mistérios da semente e os mistérios do Reino de Deus: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os passarinhos foram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Porém, o sol saiu, queimou as plantas, e elas secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e renderam cem, sessenta e trinta frutos por um. Quem tem ouvidos, ouça!” (13,4-9).

É o próprio Jesus quem explica a parábola: “Todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, é como a semente que caiu à beira do caminho: vem o Maligno e rouba o que foi semeado no coração dele. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra, e logo a recebe com alegria. Mas ele não tem raiz em si mesmo, é inconstante: quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ela fica sem dar fruto. A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse com certeza produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta por um” (Mt 13,19-23).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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