O MISTÉRIO DA IGREJA

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A Igreja é, sim, instituição religiosa com obrigações civis, conforme o direito. Tem CNPJ, tem endereço, tem funcionários, tem que prestar contas ao fisco etc. Mas, acima de tudo e, antes disto, Igreja é obra de instituição divina, razão pela qual deve corresponder à uma vocação e missão que lhe são específicas.

A constituição dogmática “Lumen Gentium”, do Concílio Vaticano II (1962-1965), nos apresenta a Igreja, radicada à vida e missão do próprio Deus, no Cristo encarnado.

Assim diz o documento, no parágrafo 3

“Veio pois o Filho, enviado pelo Pai, que n’Ele nos elegeu antes de criar o mundo, e nos predestinou para sermos seus filhos de adoção, porque lhe aprouve reunir n’Ele todas as coisas (cf. Ef. 1,4-5.10). Por isso, Cristo, a fim de cumprir a vontade do Pai, deu começo na terra ao Reino dos Céus e revelou-nos o seu mistério, realizando, com a própria obediência, a redenção. A Igreja, ou seja, o Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus. Tal começo e crescimento exprimem-nos o sangue e a água que manaram do lado aberto de Jesus crucificado (cf. Jo. 19,34), e preanunciam-nos as palavras do Senhor acerca da Sua morte na cruz: ‘Quando Eu for elevado acima da terra, atrairei todos a mim’ (Jo. 12,32 gr.). Sempre que no altar se celebra o sacrifício da cruz, na qual ‘Cristo, nossa Páscoa, foi imolado’ (1 Cor. 5,7), realiza-se também a obra da nossa redenção. Pelo sacramento do pão eucarístico, ao mesmo tempo é representada e se realiza a unidade dos fiéis, que constituem um só corpo em Cristo (cf. 1 Cor. 10,17). Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, por quem vivemos, e para o qual caminhamos.”

Continua, a Lumen Gentium, no parágrafo 4:

“Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para Ele cumprir na terra (cf. Jo. 17,4), foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes, para que santificasse continuamente a Igreja e deste modo os fiéis tivessem acesso ao Pai, por Cristo, num só Espírito (cf. Ef. 2,18). Ele é o Espírito de vida, ou a fonte de água que jorra para a vida eterna (cf. Jo. 4,14; 7, 38-39); por quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado, até que ressuscite em Cristo os seus corpos mortais (cf. Rm. 8, 10-11). O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cf. 1 Cor. 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dá testemunho da adoção de filhos (cfr. Gl. 4,6; Rm. 8, 15-16. 26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total (cf. Jo. 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (cf. Ef. 4,11-12; 1 Cor. 12,4; Gl. 5,22). Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: ‘Vem’ (cf. Ap. 22,17)! Assim a Igreja toda aparece como ‘um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo’.”

Finalmente, no parágrafo 5, diz:

“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: ‘cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo’ (Mc. 1,15; cf. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Lc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cf. Mc. 4,26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: ‘Se lanço fora os demônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus’ (Lc. 11,20; cf. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio ‘para servir e dar a sua vida em redenção por muitos’.” (Mt. 10,45).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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