O coração é lugar de vida e não de morte

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O coração é órgão vital para o corpo.

Fisiologicamente atua como bomba responsável pela circulação do sangue que mantém todo o corpo irrigado e, portanto, vivo. Simbolicamente é a sede do amor, o lugar dos sentimentos, a casa dos sonhos, a fonte dos desejos, e o articulador dos projetos.

Toda a literatura, em qualquer lugar do planeta, tematiza algo sobre o coração e, não falta assunto.

A tradição bíblica e cristã vê o coração como o centro da vida e, portanto, o centro da pessoa.

Deus nos deu um coração e nos comunicou o seu Espírito para que pudéssemos agir e amar como Deus. Assim, o que Deus quer de nós é que tenhamos um coração semelhante ao dele.

Nas primeiras páginas da Bíblia, no livro do Gênesis, uma triste situação envolvendo o homem criado por Deus e colocado no mundo: “Javé viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau” (Gn 6,5). A situação era tão grave que o coração de Deus ficou ferido:“Então Javé se arrependeu de ter feito o homem sobre a terra, e seu coração ficou magoado” (Gn 6,6).

Deus não criou o coração do ser humano para o mal, nem para a maldade. Pelo contrário, criou para o bem: “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher. E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: foi o sexto dia” (Gn 1,27.31).

A maldade que se instala no coração do ser humano não é, propriamente, uma inclinação do coração mas, uma invasão oportunizada pelas brechas e facilitações do pecado que cria projetos anti-Reino.

Depois dos acontecimentos citados pelo livro gênesis, fica claro que, o coração humano não dará descanso ao coração de Deus que decide: “Darei a eles um coração íntegro e, colocarei, no íntimo deles, um espírito novo. Tirarei do peito deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ez 11,19).

O Projeto de Reino anunciado por Jesus, no Sermão da Montanha, assim se expressa numa das bem aventuranças: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E no mesmo sermão Jesus ratifica: “De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mt 6,21).

A fé nos coloca diante de um grande desafio: manter o coração íntegro e fiel. Mas, isso só é possível pela conversão do coração que pede revisão diária dos propósitos, sonhos e projetos. Eis o que diz Jesus, no evangelho de Marcos:

“Em seguida, Jesus chamou de novo a multidão para perto dele e disse: ‘Escutem todos e compreendam: o que vem de fora e entra numa pessoa, não a torna impura; as coisas que saem de dentro da pessoa é que a tornam impura. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.’ Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. Jesus disse: ‘Será que nem vocês entendem? Vocês não compreendem que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a privada?’ (Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros). Jesus continuou a dizer: ‘É o que sai da pessoa que a torna impura. Pois é de dentro do coração das pessoas que saem as más intenções, como a imoralidade, roubos, crimes, adultérios, ambições sem limite, maldades, malícia, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas essas coisas más saem de dentro da pessoa, e são elas que a tornam impura’” (Mc 7,14-23).

Se o coração é lugar de vida, sejamos vivos, não o emprestemos para a morte!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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