O CAMINHO DA PERSEVERANÇA

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Vivemos batendo cabeça com o problema da descontinuidade das coisas: dos sonhos, dos projetos, das ações e das iniciativas.

O que serve de motivação hoje parece não respaldar as práticas de amanhã.

O que será de nós sem uma esperança? Mas, também, o que seria da esperança sem a perseverança?

O Autor da carta aos Hebreus fundamenta o sentido da perseverança como um itinerário de vida que tem como pressuposto os olhos fixos em Jesus.

“Portanto, estamos rodeados dessa grande nuvem de testemunhas. Deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra em nós. Corramos com perseverança na corrida, mantendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da fé. Em troca da alegria que lhe era proposta, ele se submeteu à cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à direita do trono de Deus. Para que vocês não se cansem e não percam o ânimo, pensem atentamente em Jesus, que suportou contra si tão grande hostilidade por parte dos pecadores” (Hb 12,1-3)

Não temos razão para ter medo de nada, nessa vida, pois, Deus nos trata como filhos. Isso deve fazer crescer em nós as razões e os motivos que são suficientes para bancar cada passo dado. O autor da carta aos Hebreus assim instrui:

“Vocês ainda não resistiram até o derramamento do sangue na luta contra o pecado, e já se esqueceram da exortação que lhes foi dirigida como a filhos: ‘Meu filho, não despreze a correção do Senhor e não perca o ânimo quando for repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho. Em vista da educação é que vocês sofrem. Deus trata-os como filhos. E qual é o filho que não é corrigido pelo pai? Pelo contrário, se vocês não são corrigidos como acontece com todos, então vocês são bastardos e não filhos. Ademais, tivemos nossos pais humanos como educadores, e os respeitamos. Será que não devemos submeter-nos muito mais ao Pai dos espíritos para termos a vida? Nossos pais humanos, por pouco tempo, nos corrigiam, como melhor lhes parecia; Deus, porém, nos corrige para o nosso bem, a fim de que sejamos participantes da sua própria santidade. Na hora, qualquer correção parece não ser motivo de alegria, mas de tristeza; porém, mais tarde, ela produz um fruto de paz e de justiça naqueles que foram corrigidos.

Por isso, levantem as mãos cansadas e fortaleçam os joelhos enfraquecidos. Endireitem os caminhos por onde terão que passar, a fim de que o aleijado não manque, mas seja curado’.” (Hb 12,4-13).

O caminho no qual queremos perseverar precisa de atenção e cuidados que significam retidão. Nesse sentido o autor da carta aos Hebreus apresenta dois cuidados, que ajudam a endireitar o caminho:

Pacificar as relações interpessoais (Hb 12,14-17)

“Procurem estar em paz com todos. Progridam na santidade, porque sem ela ninguém verá o Senhor. Vigiem para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vocês, provocando perturbação e contaminando a comunidade.”

Não rejeitar o Dom de Deus (Hb 12,18.23-25)

“Vocês não se aproximaram de uma realidade palpável. (…). Vocês se aproximaram de Deus, que é juiz de todos. Vocês se aproximaram dos espíritos justos que chegaram à meta final, e de Jesus, o mediador de uma nova aliança. Vocês se aproximaram do sangue da aspersão, que fala muito mais alto que o sangue de Abel. Cuidado! Não deixem de escutar aquele que fala a vocês.”

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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