Não se esqueça do principal!

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“Se você continua vivo é porque ainda não chegou aonde devia” (Albert Einstein)

Hoje em dia se fala muito em manter o foco, quando se quer precisar o ponto de atenção, concentração, iniciativa e ação que uma pessoa deve ter diante das inúmeras possibilidades de escolha-decisão e, frente às circunstâncias e vicissitudes da vida.

Está certo! É assim mesmo!

Mas, manter o foco, sem um edifício de valores, sem uma base de princípios e sem convicções estabelecidas é a mesma coisa que criar uma capsula de isolamento onde o individualismo cego e a obstinação fetichista transforma tudo e todos em objeto da própria satisfação e interesse.

Não é difícil encontramos pessoas totalmente focadas mas, desconectadas dos valores, princípios e convicções. É claro que manter foco sem o mínimo de conexão com aquilo que opera um sentido à vida, vai redundar, fatalmente, em desumanidade.

Muitas pessoas, sem se atentarem para o abismo do falso foco, mantém-se numa busca que, não é nada mais do que fumaça ou corrida atrás do vento.

Não basta ter uma roupagem religiosa ou feições espirituais para que um certo foco seja autêntico e goze de legitimidade. Não basta! Sabe por que? Por que a fronteira entre religião-espiritualidade e loucura-insanidade é muito tênue. Longe de qualquer tipo de generalização ou rotulagem, o que mais tem, hoje em dia, é maluco e maluca travestido pela insuspeitável credibilidade religiosa e espiritual: são pregadores, profetas, apóstolos, servos, taumaturgos…

O verdadeiro foco é, antes de tudo, profecia do amor e do bem-querer. Isto é, todo e qualquer ponto de atenção, concentração, iniciativa e ação de quem mantém o foco acontece dentro da contemplação do amor e do bem querer. Neste sentido, o foco é o amor e o bem querer. Quem age assim, não perde a direção e nem o sentido da vida.

Acompanhe esta história comigo…

“Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá dentro dizia: ‘Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal…’

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente: ‘Você agora, só tem oito minutos.’

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!’

A riqueza durou pouco e o desespero, o resto da vida!”

Voltemos ao evangelho…

Necessidade da escolha fundamental“Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam. Ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não assaltam nem roubam. De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mt 6,19-21).

Urgência da busca fundamental“Não fiquem preocupados, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir? Os pagãos é que ficam procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Pelo contrário, em primeiro lugar busquem o Reino de Deus e a sua justiça, e Deus dará a vocês, em acréscimo, todas essas coisas. Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade” (Mt 6,31-34).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

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