MISSÃO E COOPERAÇÃO MISSIONÁRIA

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Missão não é, apenas, um assunto importante na Igreja, é a sua verdade; Sem missão a Igreja não é Igreja. Por conseguinte, sem missão os batizados não são cristãos porque, o seguimento a Jesus só se dá missionariamente.

Abrindo o recente documento 108 da CNBB encontramos algumas afirmações fundamentais para compreender a vida e missão da Igreja e de todos os batizados:

Doc 108, 5: O mandato missionário que a Igreja recebeu do Ressuscitado, ao longo do tempo assumiu formas e modalidades sempre novas conforme os lugares, as situações e os períodos históricos. A tarefa missionária continua a mesma confiada por Jesus aos discípulos, na montanha da Galileia (cf. Mt 28,16). Contudo, o anúncio do Evangelho parece muito mais complexo hoje do que no passado, porque a humanidade está vivendo uma época de profundas transformações socioculturais que atingem de maneira estrutural a própria percepção da realidade (cf. DGAE 2011, 25; EN 17). No entanto, as luzes e as sombras dessa travessia da família humana (cf. GS 2) se apresentam como sinais dos tempos que nos convidam à escuta e ao discernimento sobre o que “o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,29).

Doc 108, 24: “Deus, que de todos cuida com solicitude paternal, quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos” (GS 24). Assim sendo, a comunidade dos discípulos de Cristo, que recebeu uma mensagem de salvação a ser comunicada a todos, “sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história” (GS 1). Portanto, “todos os filhos da Igreja tenham consciência viva das suas responsabilidades para com o mundo, fomentem em si um espírito verdadeiramente católico” (AG 36), cientes que “todos têm direito de receber o Evangelho e os cristãos têm o dever de anunciá-lo, sem excluir ninguém, não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria” (EG 14): “o único fim da Igreja é o advento do reino de Deus e o estabelecimento da salvação de todo o gênero humano” (GS 45). O “Reino de Deus”, por ser a meta da missão do povo de Deus, iniciada “pelo próprio Deus na terra” (LG 9b), é a palavra chave para configurar a teologia e a atividade missionárias preconizadas pelo Vaticano II. A comunidade dos batizados, congregados na Igreja, que é “povo messiânico” (LG 9b), recebeu de seu fundador “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (LG 5). Desta responsabilidade, “a Igreja não pode nem pretende subtrair-se”, de maneira que “todas as Igrejas particulares, todas as Instituições e Associações eclesiais e cada cristão membro da Igreja têm o dever de colaborar para que a mensagem do Senhor se difunda e chegue até os últimos confins da terra” (CMi 1).

Doc 108, 25. “A participação das comunidades eclesiais e de cada fiel na realização deste desígnio divino recebe o nome de cooperação missionária” (CMi 2). A princípio, por nossa própria vocação, não somos nós os “donos” da missão: a missão é de Deus junto à qual somos chamados a cooperar. Por isso, “tal cooperação radica-se e concretiza-se, antes de mais, no estar pessoalmente unidos a Cristo (…). A participação na missão universal, portanto, não se reduz a algumas atividades isoladas, mas é o sinal da maturidade da fé e de uma vida cristã que dá fruto” (RMi 77). Objetivamente, em todo caso, essa cooperação missionária convida a alargar os horizontes da caridade, ao manifestar solicitude por todos os povos da terra, pois “a graça da renovação não alcançará as comunidades se não estenderem o seu amor até os confins da terra e se preocuparem com os que estão longe como se fossem seus próprios membros” (AG 37). Na lógica do Evangelho isso faz perfeitamente sentido: não haverá nenhuma renovação missionária nas Igrejas, se estas não se projetarem além de suas fronteiras.

Doc 108, 26: Deste modo, a cooperação missionária é aquela ação que promove a efetiva participação do Povo de Deus na missão universal, uma vez que a missão ad gentes é essencialmente uma ação eclesial, um mutirão onde todos são convidados a participar. A missão por sua natureza é sempre uma tarefa compartilhada, é um verdadeiro exercício de comunhão intereclesial. Esta participação se realiza essencialmente em três formas: pela comunhão espiritual, pela comunhão dos bens materiais e pela entrega da vida.

Sejamos missionários! Sejamos cooperadores!

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto; Google

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