Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor abre liturgicamente a Semana Santa em Oeiras

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Na manhã deste domingo (02), na Igreja da Imaculada Conceição, os fiéis se reuniram para receberem os ramos, que foram abençoados para saírem em procissão por algumas ruas da cidade em direção à Catedral de Nossa Senhora da Vitória, onde foi celebrada a Missa Solene de Ramos e da Paixão do Senhor.

A Solenidade abre liturgicamente a Semana Santa. Por ela celebra-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém para realizar sua peregrinação que culminará no mistério Pascal da sua paixão, morte e ressurreição.

Também neste dia todo o povo de Deus é convidado a fazer o gesto concreto pela Coleta Nacional da Solidariedade, fruto da Campanha da Fraternidade e de nosso sacrifício penitencial quaresmal.

A Santa Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Edilson Nobre e concelebrada pelo Pe. Rogério Nascimento, Pároco de Nossa Senhora da Vitória, Pe. Carlos, vigário paroquial da Catedral, e os Diáconos Gutemberg Rocha e Nailson Silva, além de contar com o serviço dos Seminaristas, Ministros da Eucaristia e Coroinhas.

Na sua reflexão Dom Edilson, ressaltou que a liturgia deste domingo nos convida a entramos em Jerusalém e cantamos: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito aquele que vem em nome do Senhor”. Mas imediatamente, após essa alegria, aparece a sombra da cruz.

O momento nos proporciona a compreensão de que o triunfo de Deus é a sua paixão, porque é a hora do amor infinito de Deus.

A paixão no coração de Cristo se inicia no Cenáculo. Durante a ceia Jesus exclama: “Um de vós me trairá!”
O sofrimento de Cristo não está tanto no anúncio da traição, quanto na triste verdade que o traidor é um dos apóstolos, escolhido por ele para ser seu seguidor.

A reação de Cristo depois do anúncio da traição é doar-se, por meio da Eucaristia, à Igreja. Por esse ato supremo de amor, Cristo reabilita a humanidade, oferecendo o seu Corpo e o seu Sangue.

Quando Judas aproxima-se de Cristo no Horto das Oliveiras, ele sinaliza a sua traição através de um beijo, um gesto de amizade que se torna repugnante ao ser usado para trair.

Jesus, com palavras desconcertantes, oferece ainda a Judas um sinal de misericórdia, tentando abrir os o coração endurecido do traidor, e diz: “Amigo, por que estás aqui?” Ele o chama “amigo”, para dizer-lhe que nada mudou da parte de Deus.

Também quando Pedro renega Jesus, em um momento de fraqueza” dizendo “Não conheço aquele homem”, o Mestre experimenta a misericórdia de Deus.

Jesus, improvisamente fixou o olhar sobre Pedro, o qual se recordou das palavras que o Senhor lhe havia dito: “antes que o galo cante, hoje me negarás três vezes”.

Concluiu sua reflexão, Dom Edilson explicitou que a Semana Santa ajuda-nos a entender o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus e nos conduz também a esta experiência de nos sentirmos amados por Deus com um amor infinito e incondicional. É provável que, como Pedro, percebamos o quanto deixamos a desejar em nossa resposta de amor, Mas, certamente, é aí (chorando amargamente pelas nossas fraquezas) que Deus nos oferece a oportunidade de repensarmos as nossas ações e renovavarmos o nosso compromisso de discípulos de Nosso Senhor.

Com o coração ardente os fiéis se animam para vivenciar estes dias Santos que estão por vir, de modo intenso e especial, na cidade de Oeiras.

Por: Dalva Carvalho

Fotos: Claudio Fernandes

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