MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO: O encontro com Jesus Cristo

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Dia 1º de outubro de 2019. Esse é o marco de abertura do Mês Missionário Extraordinário, na Igreja Católica do Brasil e do mundo, com o objetivo, segundo o Papa Francisco de: “despertar, em medida maior, a consciência da ‘missio ad gentes’ (sobre a evangelização dos povos) e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”.

O endereço deste mês missionário é o coração de todos os batizados e batizadas. Por isso é preciso aprofundar alguns temas que são fundamentais à vida cristã dos discípulos missionários

Comecemos com a reflexão sobre “O encontro com Jesus Cristo”

Objetivo: Destacar a centralidade da pessoa e missão de Jesus Cristo. A missão nasce do encontro com Jesus que dá novo horizonte a vida (DAp 29). O encontro com Jesus Cristo vivo em sua Igreja é pessoal: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária.

Pistas para a Reflexão: A experiência da fé é feita a partir do encontro pessoal com Jesus. O Encontro com Jesus cria uma relação de proximidade e de amizade; transforma a vida da pessoa; muda, radicalmente, a sua maneira de ser, pensar e agir; faz da pessoa alguém que segue a Jesus e recebe dele a luz e a direção para a vida.

Iluminação Bíblica: Encontro com a Samaritana (João 4,1-15); André e Pedro (João 1,35-42).

Desenvolvendo o tema: A Palavra de Deus é recheada de experiências de encontros: são encontros com Deus, com os outros, consigo mesmo e com o próprio Jesus. Em todas as narrativas de encontros existem revelações fantásticas, descobertas maravilhosas. A fé se alimenta de encontros. O Cristianismo se sustenta do encontro pessoal com Jesus: o primeiro encontro e seu impacto e o aprofundamento desta experiência única, ao longo da vida, para a conversão e a salvação.

“Os discípulos de Cristo ‘revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade’ (Ef 4,24). ‘Livres da mentira’ (Ef 4,25), devem ‘rejeitar toda a maldade, toda a mentira, todas as formas de hipocrisia, de inveja e maledicência.’ (1Pd 2,1)” (CIC 2475)

O homem novo em Jesus Cristo não é aquele que foi salvo por Jesus, pois a salvação de Jesus é para todos. Mas é aquele que ao encontrar com Jesus, se reconhece fraco e que depende de Jesus. O homem novo em Jesus é aquele que não deixa de sentir os impulsos da carne, mas sabe que o que é meramente carnal passa e por isso, vai em busca das coisas do alto, das coisas de Deus, pois sabe que precisa de algo que o mantenha vivo e o leve para a vida eterna. Este algo só pode ser Deus.

O homem novo não elimina o homem velho, mas o enfraquece. Pode-se dizer que a pessoa humana possui o desejo, a vontade e a liberdade. Neste caso, o desejo carnal seria a nossa concupiscência, a vontade seria a consciência e a liberdade, seria a ação. A concupiscência deseja algo, a consciência sabe o que é bom e o que não é. A liberdade seria justamente a ação feita para cada um dos lados. Aqui entra justamente o uso da liberdade de uma pessoa nova em Jesus e outra que ainda não deixa o novo agir.

O ponto é justamente o encontro pessoal com Jesus que leva a pessoa a uma verdadeira contrição e um real desejo de mudança, de vida nova em Jesus. Mas o que seria esse encontro pessoal com Jesus?

O encontro pessoal com Jesus acontece não de forma estabelecida pelo homem e sim por Deus. O papel do homem é aceitar concretamente a sua condição de criatura, dependente, e até mesmo de fraco diante da grandiosa presença de Deus e querer se encontrar com Jesus. Deus é muito simples e quer se relacionar com cada pessoa humana. Cabe à pessoa querer relacionar-se com Ele através de sua vida, sendo um verdadeiro testemunho de conversão e santidade.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

 

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