MENSAGEM DE DOM EDILSON NOBRE POR OCASIÃO DA ÚLTIMA MISSA DO ANO DE 2017 NA FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

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Amados irmãos e irmãs!

Chegamos ao último dia do ano de 2017, com a graça de Deus. Muitos não conseguiram chegar aqui, pois Deus teve outros propósitos para eles. Este dia é para nós oportunidade de Ação de Graças, de Retrospectiva e busca de perspectivas para o ano vindouro. Como foi o ano para nós? As experiências vividas ajudaram-nos a amadurecermos? É possível sentir que crescemos afetiva-psicológica-humana-intelectual-cultural e espiritualmente? Este ano que marcou os 300 anos da nossa Cidade ajudou-nos a enxergar novas perspectivas? As crises institucionais e políticas evidenciadas no Brasil e no mundo ajudaram-nos a termos um senso crítico e a pensarmos como reagir diante destes desmandos e falta de compromisso para com o povo, principalmente os mais pobres?

Providencialmente, neste ano de 2017 a última liturgia do ano coincidiu com a Solenidade da Sagrada Família. Não será isto um sinal de esperança para nós?

Leão XIII disse: “A família é a célula da sociedade: se essa é sã, todo o organismo prospera; se essa é doente a comunidade inteira se definha e morre”. Esta é uma grande verdade. Não por acaso São João Paulo II, Bento XVI (Papa emérito) e o Papa Francisco em seus discursos sempre enfatizam a importância da família para a sociedade. Bem sabemos que a criança, quando está no seio da mãe, já sente o clima da família. Se a família sofre tensões ou dilacerações a criança a adverte através do estado de ânimo da mãe e haverá consequências por toda a vida. E se a família é serena a criança respira a serenidade já quando está no útero da mãe.

Por isso a Igreja reconhece o seu dever fundamental de evangelizar a família e educá-la para viver o Evangelho na família.

A família é, antes de tudo, o lugar de acolhimento da vida e o lugar de educação à vida e aos valores que dão sentido à vida. É a família o lugar de educação à honestidade, à lealdade, ao sacrifício, ao empenho e ao respeito.

Os pais são, por vocação, os primeiros mestres da vida. Estes são insubstituíveis na vida do filho. Um pai e uma mãe que não sentem e não vivem a paixão educativa no confronto com os filhos não são verdadeiros genitores, mas somente mecânicos reprodutores de vida.

Olhemos para a família de Jesus: é construída sobre valores profundos. Esta não coloca os bens materiais em primeiro plano porque sabe que há valores que estão acima destas coisas. É uma família centrada na educação ao diálogo, à caridade, ao respeito mútuo, à oração…

São os genitores o ponto de referência para as orientações dos filhos. Feliz a família que mantém aceso o fogo da caridade e transmite aos filhos a paixão pelo serviço, a atenção ao próximo e a alegria de doar. Este é o primeiro “pão” a partilhar com os filhos.

Finalmente, a família é a escola de oração e de fé. Quantas experiências ricas a família pode viver quando esta reserva para si o tempo precioso para oração e para uma participação ativa na vida da Igreja. Isto não é coisa do passado! Mais do que nunca, muitas famílias estão despertando para esta realidade e redescobrindo este imenso valor que esteve ameaçado de desparecer por causa do ativismo da sociedade.

Feliz a família que respeita a vida, onde a caridade é a lei, onde a oração une todos em nome de Deus. Se voltarmos o nosso olhar para a família de Nazaré teremos a oportunidade de contemplarmos todos estes valores que são imprescindíveis na vida de uma família. Que Jesus, Maria e José abençoem todas as famílias do Brasil e do mundo. Que o ano de 2018 seja de muita paz, de superação dos conflitos e de boas perspectivas que garantam o bem e a dignidade das pessoas. FELIZ ANO NOVO! DEUS NOS ABENÇOE!

Oeiras, 31 de dezembro de 2017.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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