Mensagem de Dom Edilson Nobre por ocasião da abertura da Assembleia Diocesana de Pastoral

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Caros irmãos e irmãs: padres, religiosos/as, seminaristas, membros do Conselho Pastoral Diocesano, Coordenadores Diocesanos de pastorais, serviços e movimentos, representantes das Paróquias e Áreas Pastorais.

A alegria do Senhor seja a vossa força!

Sejam bem-vindos à XIV ASSEMBLEIA PASTORAL DIOCESANA. Obrigado por atenderem à nossa convocação.

Quis a Providência Divina que, depois de um prolongado caminho de incertezas causadas pela Pandemia da Covid-19, mesmo ainda não tendo atravessado totalmente esta fase de noites traiçoeiras, pudéssemos nos reencontrar para vivermos a Alegria do Evangelho, para estar com, para sentir o calor humano e aquecer os nossos corações, pois, esta lacuna, vínhamos sentindo desde quando fomos obrigados a viver o isolamento social. Portanto, por estarmos aqui, alegremo-nos e rezemos como o salmista: “Deem graças ao Senhor porque Ele é bom; o seu amor dura para sempre. Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade. O Senhor está comigo, não temerei” (Sl 118).

É bem verdade que temos muitos desafios a enfrentar. Neste longo espaço de tempo muitas coisas saíram dos trilhos. Algumas pessoas se desviaram do caminho. Muitos grupos deixaram de se encontrar, pois, nem todos têm o domínio das ferramentas de comunicação. E quando têm, nem sempre a acessibilidade a estas ferramentas tem sido possível.

No “andar da carruagem” alguns grupos se enfraqueceram e outros se esvaíram. A pastoral da Pessoa Idosa, por exemplo, em âmbito diocesano saiu dos trilhos e se perdeu. Precisamos com urgência ajudar a retomar este trabalho, pois, a pessoa idosa precisa dos cuidados e da atenção da Igreja de modo intenso e sistemático.

Eu sinto que as juventudes caminham de modo muito tímido. Isto não é condizente com o DNA dos jovens. Os jovens gostam de movimento, de animação e precisam ser orientados e advertidos para se livrarem das armadilhas que o mundo lhes proporciona. Apresentemos a estes jovens um Cristo que revoluciona e que, mesmo em meio a tantas dificuldades, mantém acesa a chama da fé, da esperança e do compromisso com a vida. Um Cristo que levanta a autoestima e que impulsiona para a criatividade. Um Cristo que resgata os jovens dos abismos (droga, depressão, isolamento) e que os ilumina para verem a vida com uma perspectiva nova, humanitária e libertadora.

Chamo a atenção de todos para não negligenciarmos a execução do Projeto de Iniciação à Vida Cristã. Parece-me que também aqui houve um recuo. Precisamos todos conhecer bem este Projeto e orientar os nossos catequistas para que desenvolvam um plano de trabalho utilizando a metodologia que é proposta pelo Projeto. Nós tivemos muitos diálogos aqui neste auditório do Centro Diocesano para a construção deste Projeto. Os que sentem dificuldade em executá-lo, peçam ajuda à equipe diocesana.

Merecem um destaque e o meu reconhecimento as ações desenvolvidas em prol das famílias necessitadas, vítimas da pandemia e do desemprego. Todos os grupos e instâncias existentes em nossa Diocese se mobilizaram para a realização da Campanha “É tempo de Cuidar”: Cáritas, CEFAS, Paróquias, Pastorais, Serviços e Movimentos. Foram muitas ajudas internas e também externas que se somaram para amenizar a fome de tantos irmãos e irmãs necessitados. Alguns deles vivendo situação de desespero. Foram toneladas de alimentos recolhidos e distribuídos em todas as cidades da Diocese. Obrigado, pelo empenho de todos. Permaneçamos atentos, pois estas necessidades são contínuas.

Estamos retomando o caminho dos encontros presenciais, exatamente, na ocasião em que o Santo Padre, o Papa Francisco, nos convoca para uma experiência sinodal, que começa agora e prossegue até o ano de 2023. Trata-se do Sínodo dos Bispos. “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. Com este tema, o Pontífice nos convida a olharmos para nós mesmos e vermos como estamos caminhando; se estamos caminhando com espírito de comunhão e participação; se estamos vivendo o ardor da missão; se estamos sendo uma Igreja servidora; se os leigos, de fato, estão sendo protagonistas na missão; se estamos comunicando os valores evangélicos do amor, da justiça, da solidariedade, da fraternidade; se estamos atentos às necessidades dos mais vulneráveis. Como nos vemos? Melhor ainda, como nos veem? O que as pessoas de fora pensam a nosso respeito? Somos uma comunidade aberta e inclusiva ou nos tornamos uma bolha fechados em nós mesmos, em nossos grupos e em nossas sacristias? Onde estamos? Por onde vamos? Onde queremos chegar? São indagações pertinentes, necessárias para darmos respostas aos sinais dos tempos.

Deixemo-nos interpelar pelo Divino Espírito Santo. Que Ele nos ajude a encontrar respostas e nos dê coragem e discernimento para seguirmos no rumo certo. Este Sínodo poderá ser uma grande oportunidade para darmos uma “sacudida” e proporcionarmos um novo impulso na missão, como canta Beth Carvalho: “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Um lembrete importante para todos. Nesta Assembleia nós não vamos partir do zero, como se ainda não estivéssemos vivendo um caminho sinodal. Nós já temos uma bela história para contar. A nossa Igreja Diocesana é marcada pelo espírito da missão e da comunhão eclesial. Já existe um Marco Referencial Diocesano que o construímos juntos em 2019 para ser executado nos anos 2020 a 2023. Nós o construímos inspirando-nos nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, indicadas pela CNBB, que leva em consideração quatro Pilares necessários para o seu dinamismo: Pilar da Palavra (Iniciação à Vida Cristã e Animação Bíblica), Pilar do Pão (Liturgia e Espiritualidade), Pilar da Caridade (Serviço à Vida Plena) e Pilar da Ação Missionária (Estado Permanente de Missão).

O que vamos fazer, então? Nós vamos atualizar o nosso Marco Referencial, porque o tempo passa e as circunstâncias mudam. Precisamos rever os DESAFIOS enfrentados. Certamente, novos desafios surgiram. As METAS que foram estabelecidas, as ESTRATÉGIAS pensadas e AÇÕES PRIORITÁRIAS precisam ser revistas dentro deste novo panorama pós-pandemia e numa conjuntura econômica, cultural, social e política nada animadora. Vivemos uma crise sem precedentes que nos desafia a sermos sinais de esperança para o nosso povo.

Assim sendo, pensemos o que vamos fazer. Como vamos evangelizar as crianças, os adolescentes, os jovens, os idosos, as famílias, as mulheres, os homens, etc.

Deus nos ajude, nos ilumine e nos dê sabedoria para que estes dois dias sejam bastante produtivos e cheguemos a conclusões favoráveis para juntos, seguindo na mesma direção, sob o olhar maternal e proteção de Nossa Senhora da Vitória.

Oeiras, 05 de novembro de 2021.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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