Marcados com o selo do Espírito Santo!

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Tente enviar uma carta sem o selo! Simplesmente, não vai chegar. Aliás, nem chega a sair. Faltando o selo, a carta não segue o seu destino. O selo é a garantia da carta. Ainda que seja um selo de apenas R$ 0,01 (um centavo), para carta social.

Como uma carta, nós temos um destino e um destinatário e, alcançá-los significa a maior realização para a vida.

Que carta você é? Qual é o seu destino e destinatário? Qual é o seu selo? Qual é o seu carteiro?

“Nossa carta de recomendação são vocês mesmos, carta escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. De fato, é evidente que vocês são uma carta de Cristo, da qual nós fomos o instrumento; carta escrita, não com tinta, mas nas tábuas de carne do coração de vocês” (2Cor 3,2-3).

“A meta é que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no conhecimento do Filho de Deus, para chegarmos a ser o homem perfeito que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo” (Ef 4,13).

“Deus nos marcou com um selo e colocou em nossos corações a garantia do Espírito” (2Cor 1,22).

“Em Cristo, também vocês ouviram a Palavra da verdade, o Evangelho que os salva. Em Cristo, ainda, vocês creram, e foram marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo” (Ef 1,13).

Sendo a carta garantida pelo selo, o que é que garante o nosso destino? Com que selo alcançaremos o ponto de chegada?

Assim como a carta, nós precisamos de garantia, precisamos de um selo para a nossa realização na vida e na fé.

Fomos marcados com o selo do Espírito Santo! Nossa vida a um sopro se assemelha. Estamos vivos porque o sopro de Deus subsiste em nós. Isso é um graça incomensurável. Nossa história não é um acaso. Pelo contrário. A vida, como primeiro chamado de Deus é a garantia de que a sua comunicação, conosco, corresponde ao seu desejo cotidiano e permanente de Salvação (Gn 1,26;2,7; 2Cor 1,21-23; Ef 1,13-14; 2Tm 2,19-21).

Ora, tudo, na vida, é dom de Deus e está de acordo com o seu plano de amor e sua promessa de salvação. Somente quando reconhecemos isso é que conseguimos avançar e dar passos.

Nossa História mistura alegrias e tristezas, saúde e doença, conquistas e derrotas, vida e morte e, nem sempre, isso está tranqüilo dentro de nós. Surgem os medos, as inseguranças, os temores, as fraquezas e os conflitos pessoais e familiares! O que fazer? A quem apelar? O que esperar?

Não existe solução mágica em nenhuma situação da vida humana. Mas, uma coisa é certa: a maioria dos nossos problemas advém do fato de que nós nos distanciamos das nossas fontes. Por isso, além de conhecer e enfrentar os problemas, para resolvê-los, é preciso voltar às fontes para restaurar a vida que foi negada. Trata-se de refazer o caminho, retomar valores, readmitir princípios e reacender a chama.

Pesa muito, para todos nós, ter que voltar atrás numa palavra, numa decisão, numa escolha…! Mas, para o bem da fé e o sentido da vida, é preciso fazer disso a ponte para a verdadeira felicidade porque, voltar atrás significa tomar atitude de conversão.

Portanto, sem voltar às fontes; sem voltar atrás; sem a conversão, não existe salvação. Então, voltemos às fontes! Voltemos a Deus! Voltemos à Trindade Santa, pelo poder do Espírito Santo. Ele é o selo que nos garante chegar até o fim de nossa caminhada.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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