Liturgia Dominical:”Solenidade de Todos os Santos”

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Solenidade de Todos os Santos
Santidade: fidelidade à própria vocação
A solenidade de Todos os Santos pode ser considerada como a festa da esperança. Para quem caminha e sofre todas as fadigas e o risco da viagem é um grande conforto saber que chegará em casa e encontrará uma festa já preparada. Por quem? Por Deus! A Certeza da festa nos vem da insistente palavra de Jesus: Bem-aventurados! Bem-aventurados!
Quem são os santos? Antes de tudo insisto em dizer que os santos não são poucos. De fato, todos somos chamados à santidade e fomos criados para a santidade. Portanto, não creio que o projeto de Deus caia no vazio. A primeira leitura fala exatamente de uma multidão imensa e o número cento e quarenta e quatro mil é um símbolo para indicar que os santos são muitíssimos. Recordamos também que ninguém nasce santo, mas se torna santo. De qualquer situação de fraqueza, pode partir a estrada que conduz à santidade, porque nada é impossível para Deus. Jesus mesmo já havia dito: “Eu não vim para os justos, mas para os pecadores para que se convertam”.
A santidade não é uma fuga do mundo. Não é necessário fechar-se em um convento para ser santo. Cada um há o seu lugar, a sua situação, ou seja, a sua vocação. E todas as estradas levam à mesma meta. A via normal da santidade é a via mais próxima daquela que Jesus percorreu: estar no mundo, mas com um coração novo.
A santidade é a fidelidade heróica à própria vocação cristã. Se você é pai ou mãe, se é estudante, se é operário, se é empregado ou desempregado, a sua santidade é a fidelidade heróica à fé na sua particular situação. Fugir dos seus deveres ou das suas obrigações é deixar de lado um dos pressupostos para ser santo.
Jesus, no Sermão da Montanha, convida o ouvinte à constante superação de si mesmo para dar uma reviravolta na vida e descobrir o verdadeiro caminho da santidade, da felicidade. Qual é a novidade? Todos querem dinheiro; o santo se faz pobre porque encontrou Deus e as coisas do mundo não lhe atraem mais. Todos se esnobam; o santo é um humilde que não está preocupado em exaltar-se. Todos pensam em si; o santo é um misericordioso que prova sensibilidade para todos. Todos procuram prazeres e caprichos pensando assim de serem livres; o santo se libera com a pureza dos sentimentos. Todos se lamentam nas provas; o santo, ao contrário exulta porque nas provas já sente os sons de uma festa que se aproxima e vê a luz de um dia que está para nascer. O santo fixa mente às palavras de Jesus: “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

Dom Edilson Soares Nobre
Bispo Diocesano de Oeiras

 

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