Liturgia Dominical:” Presta conta da tua administração”

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Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum
Presta conta da tua administração
A parábola deste domingo tem como protagonista um desonesto. Não se pode negar! Por que Jesus conta esta parábola? Porque sabe que tal comportamento é muito comum entre as pessoas. A intenção de Jesus é fazer-nos refletir. Jesus evidentemente não louva a desonestidade do administrador, mas exalta a sua habilidade. É de fato pontual a reflexão de Jesus: “Os filhos deste mundo são mais espertos que os filhos da luz” (Lc 16,8). Que significam estas palavras?
Jesus está falando aos discípulos. Hoje podemos dizer: está falando aos cristãos. Ele observa e diz: “Vejam aqueles que não crêem. Pela vida aqui na terra, pela sistematização econômica, pela segurança terrena eles fazem o inacreditável. No entanto se sacrificam por coisas banais, por coisas que passam, por coisas que duram pouco e que valem bem pouco! Por que vocês que crêem não colocam ao menos empenho semelhante pelas coisas de Deus, pelas coisas eternas?“ Existem pessoas que para acumularem fazem sacrifícios incríveis e por que nós que conhecemos o verdadeiro tesouro da vida não fazemos o mesmo?
Jesus nos coloca diante de um confronto e nos faz perceber as nossas incoerências! Oh, se agíssemos com convicção e determinação na vida de fé, quantas pessoas refletiriam e se interrogariam seriamente sobre o valor das nossas escolhas! Se fizéssemos verdadeiros sacrifícios pelo Senhor, isto já seria um grande apostolado e um grande exemplo.
Continua Jesus: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas” (Lc 16,9). Jesus agora passa a considerar um dos maiores obstáculos que dificultam o homem no caminho do céu: o dinheiro, que é símbolo de uma visão reduzida a paixão terrena e carnal. O dinheiro deve ser usado para o bem. As riquezas aqui na terra valem somente como “meio” para comprar a verdadeira riqueza que vai além desta vida. Portanto quem tem alguma coisa, quem possui riqueza (entendida também como inteligência, cultura, saúde, força) empenhe tudo para a caridade.
Jesus conclui com uma severa advertência: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13). É preciso escolher um “senhor”. É preciso ter uma direção. Mas qual é a direção que escolhemos? Quem é o “senhor” da nossa vida? Quantas vezes o orgulho e somente o orgulho é o nosso verdadeiro patrão. Quantas vezes o interesse humano é a mola de todas as nossas ações. Quantas vezes o dinheiro é o verdadeiro “deus” ao qual se sacrifica tudo e todos. No entanto, é preciso escolher o Senhor que salva e expulsa o ídolo que engana. Por trás destas palavras de Jesus há um apelo de grande misericórdia: “Escolheis o Senhor, porque este é o vosso bem e a vossa paz”.

Dom Edilson Soares Nobre
Bispo Diocesano de Oeiras

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