Liturgia Dominical: “Pobre do rico que não sabe doar”

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XXVIII Domingo do Tempo Comum

Pobre do rico que não sabe doar

O Evangelho de hoje trata de um jovem rico, angustiado, que busca o caminho da verdadeira felicidade. A tristeza do jovem rico a conhecemos um pouco: é a tristeza do egoísta, da pessoa que construiu a vida sobre falsas “seguranças”. Jesus veio para libertar-nos desta tristeza propondo a pobreza e a simplicidade como bem-aventuranças. Na Escritura Sagrada, Cristo chama “sábio” aquele que acumula tesouros para o céu e que transforma todos os seus bens em dons de amor e de serviço ao próximo.

O Evangelho nos propõe este ensinamento através de um episódio no qual  riqueza e pobreza se confrontam e se chocam dramaticamente. Jesus encontra um jovem “rico”, como tantos jovens de hoje. O jovem está inquieto e pede uma luz a Jesus. Qual é a proposta de Jesus? “Vai, vende tudo, dá aos pobres e encontrarás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”.

“Vende tudo”, significa dizer: torna-te livre! Supera a sugestão das coisas da terra, porque nunca te farão feliz. “Dá aos pobres”: faz da tua vida uma contínua caridade. Quem não provou a verdadeira caridade, nunca viveu um autêntico momento de alegria. Fomos criados para condividir: aqui está o segredo da felicidade. “E encontrarás um tesouro no Céu”. Nunca devemos esquecer que há outra vida e que, tudo que fizermos aqui na terra, servirá para construirmos a nossa morada na eternidade.

“Depois, vem e segue-me”. O seguimento a Jesus é a nossa verdadeira riqueza. É a convicção de que Deus é a verdadeira riqueza que preenche o coração e dá paz à vida.

Conclui amargamente o Evangelho: “O jovem ficou acabrunhado e retirou-se, triste, pois tinha muitos bens” (Mc 10,22). É a história de um “não” semelhante a tantos outros “nãos” ditos a Deus e, portanto, à felicidade.

Como podemos viver estas palavras de Jesus? Como podemos viver a proposta da pobreza? Devemos reconhecer que o mundo é ainda dividido entre ricos e pobres; ao mesmo tempo devemos admitir que faltam os meios suficientes até que todos possam viver dignamente. Aqui, compete-nos realizar o milagre da fraternidade e aprendermos a buscar uma vida sóbria, mais preocupada em fazer o bem. A sabedoria de Salomão, conforme a primeira leitura, é pertinente e sugestiva para concluirmos a nossa reflexão: “Orei, e foi-me dada a prudência; supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria.
Preferi a Sabedoria aos cetros e tronos e em comparação com ela, julguei sem valor a riqueza; a ela não igualei nenhuma pedra preciosa, pois, a seu lado, todo o ouro do mundo é um punhado de areia e diante dela, a prata, será como a lama” (Sb 7,7-9).

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

 

 

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