Liturgia Dominical:” O dia do Senhor não é só o parênteses de uma hora de missa”

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Nono Domingo do Tempo Comum
O dia do Senhor não é só o parêntese de uma hora de Missa
Com o Evangelho deste domingo Jesus verdadeiramente coloca vinho novo em odres novos. Em suas palavras se sente a emoção da verdadeira liberdade, uma preocupação com a autenticidade e um refugo categórico a toda falsidade. Inevitavelmente, Jesus se confronta com a mentalidade dos fariseus de todos os tempos, ou seja, com a mentalidade daqueles que cuidam impecavelmente das aparências, mas, por trás das aparências, conservam um coração mal no confronto com Deus e com os irmãos.
A ocasião para desmascarar a falsidade da religião dos fariseus é oferecida a Jesus por um episódio aparentemente banal: os apóstolos, enquanto passam pelos campos, rasgam algumas espigas e matam assim sua fome com alguns punhados de trigo. Jesus ver e deixa fazer. Mas é sábado, é dia de absoluto repouso! E os fariseus apontam o dedo e recorrem à Bíblia para condenar: Fazem aquilo que não é permitido” (Mc 2,24).
O que faz Jesus? Ele fica do lado dos apóstolos e os defende argumentando a partir da Escritura, exatamente como haviam feito os fariseus. A Bíblia, de fato, se usada com o coração mal, pode tornar-se argumento para justificar qualquer maldade. Se, em vez disso, a lemos com o critério da misericórdia, então ela nos comunica a sabedoria de Deus, porque Deus é Misericórdia.
Sigamos Jesus… Ele faz os fariseus notarem uma particular narrativa da Bíblia: ‘Um dia Davi e seus companheiros tiveram fome e, estando sem alimento, entrou no templo, e comeu os pães que foram oferecidos a Deus, e os deu também a seus companheiros”. Davi violou uma norma. Fez mal? Não! Ofendeu a Deus? Não!
E o motivo é óbvio! É Deus, de fato, que coloca o homem em primeiro lugar e se sente honrado, não com ritos estéreis, mas pela fé sincera pelo amor generoso do homem. Deus não é um tirano que espera tributos e menos ainda vítimas. Deus é um Pai que nos ama ternamente e se alegra por cada gesto de verdadeira bondade, que eleva e enobrece o homem. Tudo parece claro e simples, mas, na verdade, a afirmação de Jesus é grandiosa e tem aplicações concretas que são chocantes.
“O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27). Quando ainda temos que aprender com esta postura de Jesus.
O que significa “o dia do Senhor” para nós hoje? Na melhor das hipóteses não parece ser um dia de vida mundana, só com um parêntese de uma hora de Missa? Atenção, o domingo é o dia do repouso das fadigas, mas não é para consagrar-se ao ócio, ou ao frívolo, ou ao mundano.
Narra ainda o Evangelho que Jesus naquele dia curou um homem com a mão paralisada, e o curou num dia de festa, num dia de repouso: diante de todos. Assim, ele queria corajosamente destacar que o repouso do fiel não é ociosidade, mas empenho, compromisso. O repouso do crente não é evasão no privado, mas alegre abertura ao altruísmo.
Como reagiram aqueles que escutaram as palavras de Jesus e viram o milagre da cura? Diz esculturalmente o Evangelho: “Imediatamente, tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de mata-lo” (Mc 3,6). Sim, tramavam por medo de se exporem. Tramavam porque não tinham argumentos para combater.

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