Liturgia Dominical: “NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO”

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O nosso Rei é diferente!

Com a Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, estamos concluindo o ano litúrgico. Chegando a tal ponto podemos afirmar com toda convicção de que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Rei do Universo. Disse Jesus: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso” (Mt 25,31). Então o mundo não termina aqui: aquilo que virá é toda a nossa esperança, é a razão do nosso altruísmo, é a rocha da nossa perseverança. O cristão cada dia deve repetir para si mesmo: “eu sei que o melhor ainda está por vir; eu tenho a certeza que a minha vida está nas mãos de Deus”.

É esta convicção que justifica o comportamento dos santos e missionários que se entregam completamente nas mãos de Deus e, se necessário, são capazes de partirem para terras longínquas envolvidos pelo sopro do Amor-doação. Assim pensam os jovens que decidem entregar-se a Cristo e deixam tudo revivendo a maravilhosa cena do Evangelho: “Deixaram as barcas sobre a terra, deixaram tudo e o seguiram” (Lc 5,11).

A espera de Cristo faz nascer uma interrogação: que coisa Ele nos pedirá quando o encontrarmos, no momento do “exame final”? O que ele vai querer de nós? É uma pergunta legítima. Jesus nos responde com o Evangelho de hoje: Eu tive fome e me deste de comer (Mt 25,35). Jesus, sem sombra de dúvidas, claramente nos afirma que o último exame será um exame de caridade. Ele nos perguntará o que fizemos na nossa vida com aquele fogo que Ele acendeu com o dom do Espírito Santo. Ele nos perguntará o que fizemos de bom para o nosso próximo, pois “não é o que diz Senhor, Senhor que entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontado do meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

De fato, não só devemos conhecer Jesus para sermos salvos, mas devemos “reconhecê-lo”: reconhecê-lo na nossa família, na nossa comunidade, no nosso ambiente de trabalho, nas pessoas sofridas e nos pobres que passam diante de nós invocando o amor, muito mais que a esmola.

Os justos dirão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome… com sede… como estrangeiro… sem roupa… doente ou preso? (Mt 25,37-39). Resposta: “Todas as vezes que fizestes isto a um dos menores dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).

Palavras belíssimas, mas desafiadoras! Se levarmos a sério as palavras de Jesus poderemos, de fato, servir a Deus, acariciá-lo, cuidar de Deus no irmão e na irmã que estão ao nosso lado. Enquanto esperamos o Senhor, nós já o encontramos, o servimos e o amamos. Somente dentro desta lógica podemos entender Madre Teresa de Calcutá que, depois de ter lavado um pobre leproso, exclamou cheia de alegria: “Hoje eu toquei a carne santíssima de Jesus”. Ela entendeu qual é o segredo ensinado por Jesus.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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