Liturgia Dominical: ” Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”

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XII Domingo Tempo Comum
“Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”
Celebramos hoje a missão apostólica da Igreja em meio às grandes provações. Jesus muitas vezes fala sobre o argumento da perseguição, da provação. Certamente um assunto não muito atraente, mas a perseguição é parte inevitável da experiência cristã. Evidentemente, não porque o cristão a busque, mas porque quem escolhe o egoísmo inevitavelmente rejeita e combate a presença do cristão.
O discípulo é perseguido na medida em que se assemelha ao seu Senhor. Não há uma razão válida para a perseguição nos confrontos de Cristo, mas uma razão perversa existe. A perseguição nasce do confronto e do choque entre a vida do crente em Cristo e a vida do crente no mundo. O discípulo de Jesus, vivendo o Evangelho, torna-se uma denúncia da vida reduzida a banalidade, a instinto, a egoísmo, a imoralidade: daqui nasce a perseguição; nasce como tentativa de eliminar uma presença.
Jesus, com divina segurança nos diz: “Não temais aos homens…! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não têm o poder de matar a alma…! Não tenhais medo!” (Mt 10, 26.28.31). Por três vezes ele dirije as palavras “não tenham medo”. O missionário precisa ter coragem e não temer as consequências de seu testemunho e de sua palavra profética. Jesus insiste para que os seus discípulos não desistam, pois a prática da justiça deve ser levada às últimas consequências. Desistir significaria fortalecer os que se opõem à prática da justiça, da fraternidade, da solidariedade e do amor.
Os mártires de cada tempo creram na palavra de Jesus e enfrentaram as perseguições com a convicção que conduz à vida: à vida verdadeira. Quem deu força e serenidade interior aos primeiros mártires? Quem deu a heróica firmeza aos santos, tais como: São Sebastião, Santa Maria Goretti, Santo Expedito, São Francisco, Santa Luzia e tantos outros mártires? Jesus! É a sua Palavra que ilumina o sentido da vida e que encoraja a estes homens e mulheres a anunciarem a testemunharem o Evangelho de modo incondicional.
Diante da realidade em que vivemos, muitos são tomados pela vergonha e pelo medo, diante de um ambiente pouco favorável à fé cristã e muitas vezes hostil. A tentação mais frequente é calar-se. Como batizados todos participamos da missão profética de Cristo; por isso, inibir-se, por medo ou por comodidade, é ser infiel à missão evangelizadora confiada a cada discípulo missionário de Jesus.
Jesus nos convida à confiança na providência Divina. O medo não combina com o conhecimento de Deus, que é experiência de amor e fonte de confiança e alegria. Ao amor de Deus nada passa despercebido. A palavra de Jesus quer nos libertar do medo e nos revestir de coragem e de confiança no Pai.

Dom Edilson Soares Nobre
Bispo Diocesano de Oeiras

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