Liturgia Dominical: “Entre os rumores de tantas vozes procuramos a voz de Deus”

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II Domingo Tempo Comum

Entre os rumores de tantas vozes procuramos a voz de Deus

As leituras de hoje apresentam um aspecto constante do comportamento de Deus: a busca da nossa colaboração. Toda a Bíblia documenta esta verdade e é impossível entender Deus se não nos dermos conta dessa sua precisa vontade.

A primeira leitura (1 Sm 3.3b-10.19) relata o chamado de Samuel. Apresenta Samuel que vive próximo ao templo, porém, a sua relação com Deus era ainda superficial. Mas chega o momento decisivo para Samuel: ele lentamente descobre a verdade de Deus; se dá conta que Deus é uma Pessoa; leva a sério a oração e aprende a relacionar-se com Deus. Assim, ele se dá conta do chamado de Deus e responde sem medo: “Fala, Senhor! O teu servo te escuta!”.

Nesta disponibilidade encontra-se toda a grandeza de Samuel. Ele entendeu a diversidade que existe entre Deus e todo o resto; ele entende também a seriedade da vida e a sente como chamado e missão.

Hoje, por que a vida se torna banal para tantos jovens? Por que muitos sentem a necessidade de embriagar-se, de drogar-se, de perder a lucidez? Exatamente porque tornaram-se vazios e as banalidades tornaram-se ideais. Devemos lutar para que a vida seja sentida como um grande dom, como momento único, como ocasião irrepetível. É dentro de uma visão grande e séria da vida que amadurecem as vocações.

No Evangelho a situação de Samuel se repete na vida dos apóstolos. Agora para eles o problema é sentir Deus em Cristo; é decifrar o sentido da vida à luz de Cristo.

Narra João: “Estava Jesus passando…” É uma verdade perene. Deus passa na vida de cada um de nós. Podemos não senti-lo, podemos não vê-lo, podemos não crer e não amá-lo, mas permanece a verdade: Deus passa continuamente.

Jesus de fato é Deus entre nós e nenhuma vida será bem vivida fora dele. Mas como reconhecê-lo?

João, o Batista, apenas vê Jesus, o fixa, o reconhece e grita: “Eis o Cordeiro de Deus!”. Com esta afirmação João Batista liga a presença de Deus à escolha da humildade, da bondade, do sacrifício, da cruz.

Depois do ato de fé de João Batista, dois de seus discípulos se aproximam de Jesus e lhe perguntam: “Mestre, onde moras?”. Jesus responde: “Vinde ver”. Que bela resposta. É como se Jesus quisesse dizer: “Quereis conhecer-me? Comeceis a viver a minha vida e tudo vos tornará claro”. Bela lição! Unamo-nos a estes discípulos e façamos a experiência de Jesus em nossas vidas, junto à família, junto aos amigos, no trabalho, na rua. Evoluamos espiritualmente para chegarmos àquele estágio que chegou São Paulo, a ponto de dizer: “Para mim, viver é Cristo!”

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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