Liturgia Dominical: “Ele é um só Deus, em pessoas, três!”

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Festa da Santíssima Trindade

Ele é um só Deus, em pessoas, três!

Celebramos hoje a festa de Deus! Pode parecer estranho: de fato, se Deus existe, todo dia é a festa de Deus. Que significa então um dia dedicado a Ele?

Quem move a história é Deus. Temos uma certeza: Deus não está longe de nós. Para descobri-lo não precisa ir longe: precisa ter uma postura justa para vê-lo, para senti-lo e para encontrá-lo.

Mas como sentir esta aproximação de Deus? Para isto é necessário entender que nenhum de nós é autossuficiente, mas, no profundo, cada um de nós é pobre, porque se deixa levar pelo orgulho e pela prepotência. O orgulhoso não sente Deus, enquanto que o humilde se dá conta de Sua presença e encontra a paz.

Podemos ainda nos perguntar: Deus se comunica? Ele disse alguma coisa sobre si? Nós cremos que sim. Cristo é a viagem de Deus na direção do homem. Cristo é Deus feito homem. É Deus que se torna visível. É o Filho do Deus vivente. E no momento em que estava para partir, Cristo prometeu o Espírito Santo. Ele disse:  “Eu pedirei ao Pai e Ele vos dará um outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre, o Espírito de verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece” (Jo 14,16;17).

No dia da Ascenção Jesus dá aos apóstolos um mandamento preciso: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). A Trindade, portanto, não fomos nós que a inventamos: a Trindade está no Evangelho, faz parte do anúncio de Jesus.

Seria a Trindade um mistério incompreensível? Certamente é um mistério! Deus será sempre um mistério. Mas, de certo modo, pode ser explicada à nossa pequena razão. Cremos que Jesus nos tenha dado uma chave de explicação, fazendo-nos conhecer que Deus é amor. De fato, se Deus é amor, Deus não pode ser um Deus solitário; se Deus é amor, Deus é comunidade. Isto é possível entender.

De que coisa nos tem falado Jesus? Ele nos falou de Deus como um Pai. Um Pai que chama à vida, um Pai que cuida e guia cada coisa segundo uma misteriosa providência; um pai que perdoa; um Pai que envia o seu Filho para salvar a todos. E este Filho apresentou-se sendo igual ao Pai: Ele é o senhor do sábado, Ele perdoa os pecados, Ele cura… Cristo e o Pai são uma coisa só, chegando ao ponto de Jesus dizer: “Quem me ver vê o pai” (Jo 14,9).

Jesus não podia dizer-nos uma verdade mais atraente que esta: na origem de tudo tem o Amor de Deus. No meio tem a nossa liberdade: para deixar-mo-nos amar ou para refutarmos o Amor.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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