Liturgia Dominical: “Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho”

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Quarto Domingo do Advento
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho
Se tomarmos o evangelho de Mateus, partindo do início, nos damos conta que ele se abre com uma longa genealogia. É como um álbum de família do Messias e é, evidentemente, um meio para compreender os gostos e as escolhas de Deus. Vincular a genealogia de Cristo a Davi significa dar um destaque à fidelidade de Deus, que manteve a promessa feita a Davi. Mateus quer dizer-nos que tudo pode desabar, mas Deus permanece fiel e o que Ele promete se cumpre: custe o que custar. Este pensamento nos enche a alma de uma serenidade, que resiste a cada prova. Como é confortante poder contar sempre com fidelidade de Deus.
Entre os personagens citados Mateus recorda quatro mulheres não muito corretas: Tamar; Raab, uma prostituta cananéia; Rute, uma mulher pagã; por fim, “aquela que foi mulher de Urias”: esta, nem mesmo vem nominada, mas é a concubina de Davi. Por que Mateus recorda tais personagens que não servem de exemplo para ninguém? Ele quer nos dizer que Deus cria a salvação dentro de um povo pecador. Misteriosamente, portanto, também os pecadores preparam os caminhos do Messias e tornam-se a gruta pobre onde Deus não refuta de nascer. A presença explícita destas quatro mulheres na ascendência do Messias é um convite à esperança, à confiança. A presença delas na árvore genealógica de Jesus é também um convite a não nos escandalizarmos nunca com o pecado.
Enfim, Mateus narra o nascimento de Jesus. Já na primeira leitura Isaías nos convida a não nos cansarmos de Deus com os nossos medos e as nossas incredulidades. Isaias diz: “Escutai casa de Davi! O Senhor mesmo vos dará um sinal. Eis: a virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão com o nome de Emanoel” (7,13-14). À Luz deste texto Mateus narra o nascimento de Jesus. Ele sabe que o sinal de Deus é sempre humilde. Sabe que a vinda do Messias não será triunfal. Será sem exibição, em uma condição legível somente através da fé.
E Maria se encontrou envolvida neste estilo divino de fazer a história. Ela, no momento da concepção de Jesus, torna-se um problema para José. Mas permanece, porém, serena, porque crê. Também José deve superar a prova. E a supera porque é humilde. Crer e se insere na obra do Messias.
Deus, como sempre, faz grandes coisas com os pequenos, com aqueles que não se deixam guiar pelo orgulho. Não esqueçamos nunca deste fundamental ensinamento. O Natal nos re-propõe as escolhas de Deus, o seu estilo, os seus caminhos. O Natal é um forte convite à conversão para que a nossa estrada seja iluminada por Cristo e torne-se uma nova Belém. Assim, sentiremos no coração uma alegria imensa e a segurança de que Deus se faz presente em nosso meio.

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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