Liturgia Dominical: “Deus, o Amor infinito!”

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Santíssima Trindade

Deus, o Amor infinito!

É difícil falar de Deus! Nós estamos dentro dele, vivemos imersos na sua presença: por isso é difícil falar dele. Como poderia um peixe falar da água? Algo, porém, evidentemente podemos dizer. De fato se a escritura revela o caráter e também o estado de ânimo de uma pessoa; se um quadro exprime o ânimo de um pintor, assim também o mundo nos diz algo do autor, ou seja, de Deus!

Nós cremos que Deus se deixou encontrar pelo homem: é a festa de hoje. Cremos que Deus veio para dizer-nos algo de si. Não é uma fábula. É uma história real de um Deus que se fez homem na pessoa de Jesus Cristo. Uma história que todos podem verificar. Em Cristo Deus se fez próximo, muito próximo… Porém sobre esta terra nunca será possível conhecer Deus face a face. A nossa condição sobre a terra assemelha-se à condição de uma criança no ventre da mãe: a criança sente a mãe, mas a conhece bem pouco porque ainda não é capaz de conhecê-la. Chegará o seu tempo!

Assim acontece conosco. Aqui na terra não podemos pretender a evidência, não podemos ver o rosto próprio de Deus. Ver Deus face a face significa entrar no além. Isto acontecerá somente quando passarmos deste mundo para a eternidade. Mesmo assim Deus continuará sendo um mistério. Se pudéssemos entender Deus, nós seríamos como Ele! No entanto é possível sermos parecidos com Ele. Daí, a necessidade de mergulharmos no mistério da Trindade, para sermos, ao menos, parecidos com Ele.

Nós cremos em Cristo e Cristo nos fez conhecer Deus como Pai. A palavra “Abba” (Pai) era incabível, para referir-se a Deus. Mas depois de Cristo se abriu o véu: Deus se fez conhecer como Amor Infinito. Um amor que é o senso de tudo. Quanta esperança vem desta certeza: Deus é amor, é Bondade.

Mas Cristo apresentou a si mesmo como igual ao Pai: “Eu e o Pai somos uma só coisa. Filipe, quem me vê, vê o Pai!” A afirmação escandalizou a muitos e escandaliza ainda. Cristo, porém aceitou o escândalo, suportou a cruz e suscitou a fé exatamente através da cruz: um sinal para crer na verdade de suas palavras.

E deixando este mundo, Jesus promete um Consolador: igual ao Pai, igual ao Filho. Quem nele crer e por Ele se deixa guiar, não envereda pelo caminho da mentira, nem da falsidade. “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade”. Quem é cristão verdadeiramente, quem vive a fé, faz a experiência da verdade da palavra de Cristo: sente-se filho de Deus, com Cristo, através do amor vivido no Espírito Santo.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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