Liturgia Dominical: “Cristo liberta-nos de toda escravidão’

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IV Domingo do Tempo Comum

Cristo liberta-nos de toda escravidão

As leituras de hoje são como um olhar profundo sobre Cristo. A primeira leitura nos apresenta Cristo esperado. Moisés anuncia: “O Senhor suscitará um profeta. A ele escutareis”. O povo de Israel por quase dois milênios viveu em torno desta esperança. Não é isto um prodígio? Não é um fato humanamente inexplicável? Jesus, de fato, é o único personagem da história, cuja vinda foi predita minuciosamente e por pessoas diversas em diversos séculos.

O Evangelho apresenta Jesus e descreve uma jornada da sua vida entre os homens. O evangelista apresenta sobretudo a admiração daquela gente diante da palavra de Jesus. Todos dizem: “Fala de maneira diversa dos outros. Fala como quem tem autoridade”.

A palavra, de fato, revela a pessoa. É possível saber quando ela sai do coração e quanto é somente uma ficção. O povo sentia em Jesus uma palavra nunca ouvida antes. Hoje a palavra de Cristo suscita a mesma reação: se sente no Evangelho uma liberdade, uma segurança, um otimismo que não se encontra em outra coisa. Nós sabemos que a palavra de Cristo é uma palavra diversa de todas as outras, porque é palavra que vem de Deus.

Cristo não encanta somente com as suas palavras, mas, também com as suas obras. Por isso o evangelista narra um milagre onde uma pessoa é curada e liberta do demônio. O Evangelho faz notar que o homem possuído pelo demônio frequentava o lugar oficial da oração. Evidentemente esta notícia nos recorda que não existe lugar que possa automaticamente tornar boa ou má uma pessoa: a bondade ou a maldade dependem do coração, da consciência, das obras. Não nos tornamos bons somente porque frequentamos a Igreja: a bondade não se adquire respirando o ar da Igreja, mas vivendo o Evangelho que escutamos na Igreja. E para conquistar esta bondade é necessária uma luta.

Neste quadro, que é o drama da vida humana, o Evangelho anuncia Cristo como vencedor do demônio. A vinda de Cristo, sobretudo a sua morte e ressurreição, destruíram o senhorio de satanás sobre o mundo.

Viver em Cristo é, portanto, viver um caminho de libertação de todo tipo de escravidão que destrói a dignidade do homem e da mulher. Crer em Cristo significa acolhê-lo como Senhor da própria vida e libertador da escravidão de satanás, que ainda age no mundo hoje.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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